terça-feira, 4 de setembro de 2012

Formação em Rede Orientações Curriculares para a Educação Básica do Estado de Mato Grosso

Professores de Linguagem oficina - Verde
O Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica CEFAPRO/Sinop organizou e desenvolveu o Seminário com o tema acima citado nos dias 27 a 30 de agosto do corrente ano.
Profissionais de 15 municípios que compõe este Polo ( Cláudia, Colíder, Feliz natal, Ipiranga do Norte, Itaúba, Itanhangá, Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Sorriso, União do Sul, Tapurah, Vera, e Sinop) participaram do evento  que teve como objetivo principal contribuir com a reconstrução curricular das escolas de modo a considerar as experiências vividas pela/na comunidade escolar, visando o replanejamento do trabalho pedagógico na perspectiva interdisciplinar.
Professores das demais áreas de conhecimento- oficina Verde
Considerando que desde 2009 a Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso em parceria com os CEFAPROS e com as mais de 700 escolas Estaduais através da Formação continuada estabeleceram um diálogo que resultou na construção coletiva deste importante documento.
A dinâmica deste processo envolveu encontros nas escolas, encontros municipais, encontros regionais e por fim encontros Estaduais, resultaram de num período de aproximadamente 3 anos sua elaboração e implementação.
Os temas abordados no evento foram:
- O materialismo Histórico Dialético e a Educação
- O Ciclo de Formação Humana e a Sensibilidade do Educador
- Orientações Curriculares de Mato Grosso e a Democratização da Educação
- As ações Pedagógicas Orientadas pelos Eixos Estruturantes
- Repensando o Currículo na organização do trabalho Pedagógico
- Complexo temático como ferramenta organizadora do Currículo
-As Contribuições da pesquisa Sócioantropológica na Escola.
Foram organizadas também sete oficinas com a finalidade de demonstrar como poderá ser reorganizado os currículos nas escolas através do Complexo temático a partir do levantamento sócioantropológico.
No último dia do evento foram socializados pelos cursistas as experiências realizadas nas oficinas, bem como esclarecimentos de dúvidas foram sanadas pelos palestrantes. Segundo a avaliação dos participantes será um desafio trabalhar com esta Concepção de educação pautada na Formação Humana, porém entendem ser necessária estas transformações no fazer  pedagógico tendo em vista as atuais transformações sociais.
Nas palavras finais dos palestrantes algumas observações foram feitas como:
A insatisfação com a escola e com a sociedade que temos nos motiva a buscar entender a concepção de homem e de sociedade proposta pelas Orientações Curriculares. Relembrando sempre a luta de Paulo Freire e outros intelectuais pela humanização da educação. Este é o papel da educação, buscar nas contradições e  na construção coletiva uma forma diferente de vivenciar a educação e tranformar a realidade social que se nos apresenta.
Isto implica no redimensionamento e no reposicionamento do educador que com pequenos gestos e pequenas atitudes, fará surgir um novo fazer transformador e inclusivo. Para tal o diálogo entre as diferentes fontes do conhecimento fortalecerá estas ações. Reconhecendo que as angustias dos educadores são salutares pois demonstram a predisposição dos mesmos a mudança. Para os educadores agora é o momento da coragem e da ousadia, para não fazer apenas o trivial mais ampliar os objetivos da escola e a dimensão de suas ações. Reconhecendo sempre que teoria e prática andam ciclicamente.  E que todos somos de certa forma responsáveis pela mudança e pelas transformações que almejamos pois não somos sujeitos prontos e acabados somos incompletos e desaprender ações pedagógicas que já não são adequadas será  desde já nossa principal preocupação.
Considerar o que Paulo Freire já disse  " ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo"  esta  concepção de educação implica em compreender que educar consiste em definir e buscar a própria identidade apropriando-se de instrumentos para participar na sociedade assumindo um compromisso social. Entende-se assim que a educação só se dá pela e na ação daquele que aprende, como sujeito aprendente.
Assim vemos que as contribuições da pesquisa Sócioantropológica na escola nos propiciará um olhar para a realidade de nossas comunidades escolares. Esta será ponto de partida para reorganização dos currículos escolares a partir dos Complexos Temáticos proposto por Pistrak, onde cada instituição escolar terá em seu currículo sua identidade bem como suas necessidades formativas contempladas. Sendo assim legitimadas pelos Projetos Políticos Pedagógicos de cada Instituição escolar.

Sara Cristina CEFAPRO/ Sinop- MT.


Um comentário:

Unknown disse...

Gostei do relato. Acredito que essas oficinas tenham sido fundamentais para a consolidação dos conhecimentos advindos dos estudos anteriores.

Que tenhamos mais trabalhos como este!