PEDFORE

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Relato Projeto Sala do Educador E.E.N.S.de Lourdes







ESTADO DO MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DO PROFESSOR CEFAPRO
E.E. Nossa Senhora de Lourdes
Sinop - MT



 SALA DO EDUCADOR/2011



Diretora: Maria Suely Teixeira Dieterich
Coordenadora: Maria Salete Tonial





SINOP – 2011



RELATÓRIO SALA DO EDUCADOR


Os resultados do não atendimento das metas escolares esperadas em determinado período do tempo são vistos como decorrentes de diferentes fatores sobre os quais é necessário refletir. A responsabilidade, então, de tomar as decisões para a melhoria do ensino, passa a ser de toda a comunidade escolar. Ou seja, o baixo rendimento do estudante deve ser analisado e as estratégias para que ele aprenda devem ser pensadas. Esse pensar passa pelo comprometimento do coordenador pedagógico, do professor, da direção da escola e a família. Pode-se então mudar as estratégias didáticas. Para que isso aconteça realizamos nossos encontros com a participação de toda a comunidade escolar, com a carga horária de quatro horas presencial, quinzenalmente aos sábados no período matutino das 07:00 às ll:00. Iniciamos com 46 participantes, atualmente estamos com 43 participantes.
Esses encontros tem se apresentado como a saída possível para a melhora de qualidade da educação dentro do contexto educacional, mas se quisermos contribuir para que isso ocorra, teremos que dar vez e voz aos profissionais da unidade escolar e a devida importância aos contextos para a compreensão da ação formativa ou educativa. O Projeto Sala do Educador tem como objetivo fortalecer a escola como focos de formação continuada, por meio da organização de grupos de estudos que priorizam o comprometimento do coletivo da escola com a melhoria da aprendizagem dos que nela estão. Neste semestre trabalhamos os seguintes temas:

Processo Pedagógico.
Contrato didático.
Organização do trabalho pedagógico.
Planejamento Anual.

Concepção de Organização Curricular
A concepção da Escola organizada em Ciclos de Formação Humana no Ensino Fundamental dentro das Orientações Curriculares.

Indisciplina
Presença dos pais na escola, um desafio a ser conquistado.
Relações interpessoais;
Organização do trabalho pedagógico;
Otimização do tempo e do espaço didático;
Registro e acompanhamento pedagógico.

Planejamento com apoio nas Orientações Curriculares:
Planejamento por área de conhecimento.
Elaboração e desenvolvimento de projetos que centram a vida escolar e os problemas que se apresentam, de modo a contribuir nas intervenções necessárias ao fazer pedagógico que podem e devem ser reorganizadas no decorrer do processo de acordo com os novos desafios que se apresentam.
Sigeduca (registros, conceitos e relatórios)

Valorização da Equipe Escolar
Motivação/ auto-estima.
Estudos das necessidades humanas.
A importância da comunicação.
Conhecendo os grupos e os tipos de relações existentes nele.
Dificuldade de convivência.
A influência do indivíduo no grupo e de grupo no individuo.
Tratar da formação dos profissionais da educação é algo desafiador. Atuar na educação requer criticidade, constante formação.

As discussões em torno da educação se intensificaram mais no sentido de refleti-la em seus pressupostos e atuação, sendo que, aspecto merecedor de especial atenção na transformação no papel dos professores. O papel de professor precisa sair do âmbito de queixas para o âmbito ação transformadora, uma vez que a educação está comprometida com sociedade na qual o professor desenvolve sua prática educativa. Assim, sendo a educação uma prática social, é fundamental para o professor, na reflexão do seu fazer pedagógico, ter conhecimento de vínculos entre educação, economia, e poder, educação e biologia, educação e política, educação e vivência. Zabala (1998) nos coloca que: “é preciso se referir aquilo que configura a prática. Os processos educativos são suficientemente complexos para que não seja fácil reconhecer todos os fatores que o define. A estrutura da prática obedece a múltiplos determinantes, tem sua justificação em parâmetros institucionais, organizativos, tradições metodológicas, possibilidade reais dos professores...”
Do ponto de vista dos professores, esta prática deve ser entendida como ação-reflexão-ação, integrando ação e fazer pedagógico unido com as informações tecnológica nos tornando agentes de comunicação; mas para isso, deve se entender o processo histórico em relação à formação continuada de professores. Nesse processo, a escola é órgão mediador entre o conhecimento sistematizado e os envolvidos, desenvolvendo metodologias para que os alunos tenham acesso a este conhecimento, produzindo crescimento individual ou coletivo, sendo o professor responsável por essa mediação. Deve se ter, portanto, uma formação adequada, uma postura ética e política, pois como formador de cidadão, tem necessariamente que ser consciente de seu papel, valorizar sua posição.
O momento que vivemos é o de afirmação de nossa proposta pedagógica, fruto de discussões e do trabalho coletivo comprometidos com a aprendizagem das crianças. Aprendemos que um grupo de estudos deve atender as necessidades reais do grupo e não as necessidades burocráticas do sistema de ensino. Um grupo produtivo se forma com esforço interno e a partir de uma necessidade real, que, no nosso caso, foi discutir ações pedagógicas de alfabetização com um grupo de professores portadores de experiências profissionais diversas e imersas em práticas pedagógicas tradicionais. Não se cria um grupo de estudos nas escolas, mediante decretos ou portarias: cria-se um grupo de estudos, ouvindo pessoas, convivendo com elas, misturando-se com seus problemas e inquietações, desafiando-as a mudar – não mudar para qualquer lado, irresponsavelmente, mas mudar apoiando-se em pressupostos consistentes, viáveis, de forma a produzir mudanças que fortaleçam as relações interpessoais.
Participar do grupo é fazer valer estudos realizados, é fazer a diferença, de fato, em sala de aula, é mobilizar e articular conhecimentos e prática. Mas a possibilidade de produzir essa diferença não depende somente de conhecimento: as pessoas precisam ser encorajadas a mudar.
Aprendemos, desde cedo, que o sucesso de um não é o sucesso de todos. Mas que o sucesso de todos é o de cada um, por isso, aquele companheiro que oferecia resistência precisou ser resgatado pelo grupo, porque precisava vencer essas resistências, para que todo o grupo vencesse. Este espírito de coletividade é que mantém vivo o grupo.
Relato feito pela coordenadora- Professora Maria Salete Tonial.

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