terça-feira, 2 de abril de 2013

Currículo e Ciclos de Formação Humana- Artigo apresentado em Brasília

 
OS CICLOS DE FORMAÇÃO HUMANA EM MATO GROSSO E AS
ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A ÁREA DE LINGUAGENS


Sara Cristina Gomes PEREIRA
Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica
Ketheley Leite FREIRE
Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica
Élidi Preciliana PAVANELLI
Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica


RESUMO: Considerando que a educação tem como papel preponderante a Formação Humana e objetiva atender às novas necessidades sociais, as políticas e práticas educacionais têm empenhado esforços no sentido de priorizá-la, incorporando de forma definitiva a Organização por Ciclos, condição que se avalia mais inclusiva e voltada para a promoção humana acompanhada da qualidade necessária para a vida cidadã (PARENTE, 2006). Neste sentido as Orientações Curriculares para o Estado de Mato Grosso apontarão as estratégias e os recursos necessários destinados a estas ações pedagógicas. Nessa perspectiva, esta organização escolar é pensada e proposta contextualizando a Área de Conhecimento e seus respectivos componentes curriculares, considerando as características inerentes a cada ciclo vital humano como infância, pré-adolescência e adolescência. Surge, portanto, a necessidade de repensar a práxis pedagógica, de modo que os conhecimentos específicos de cada componente curricular possibilite a construção e/ou a ressignificação sócio-histórico-cultural que favoreçam aos sujeitos envolvidos, a ampliação da visão de si, de sua família, da escola, do bairro onde mora, da sociedade e cultura em que vive, e busquem transformações. Na área de Linguagens, as disciplinas compartilham objetos comuns de estudo que podem, articuladamente, convergir para a construção, desenvolvimento e compreensão do uso particular das linguagens. Dentre estes objetos estão o código, o texto e a leitura. O conceito de Linguagem aqui citado possibilita reafirmar que as práticas sociais são constituídas pela/na inter e transdicisplinaridade (MATO GROSSO/SEDUC, 2010). O estudo da revisão bibliográfica mostra que a humanização proposta por esta organização escolar redesenha o trabalho dos profissionais da área de linguagens.

Palavras-chave: Linguagem; Orientações Curriculares; Ciclo de Formação Humana.

ABSTRACT: Whereas education has the leading role for the human formation and objectively meet new social needs, the educational policy and practice has committed efforts to prioritize it, incorporating in a definitive way the Organization by cycles, Condition that evaluates more inclusive and focused on the human promotion accompanied by the necessary quality for the citizen’s life (PARENTE, 2010). In this sense the Curricular Guidelines for the State of Mato Grosso will appoint the strategies and the resources necessary for these pedagogical actions. In this perspective, this school organization is intended and proposed contextualizing the knowledge Area and their respective Curriculum components, whereas the characteristics inherent to each vital cycle as human childhood, pre-adolescence and adolescence. There appears, therefore, the need to rethink the pedagogical praxis, so that the specific knowledge of each component curriculum enables the construction and/or resignification socio-cultural-historical that favor the subjects involved, the extension of the vision of themselves, their family, the school, the neighborhood where they live, society and culture in which he lives, and seek changes. In the area of languages, the disciplines share common objects of study that may, articulately, converge on the construction, development and understanding of the use of particular languages. Among these objects are the code, the text and the reading. The concept of language here cited allows reaffirm that the social practices are constituted by/in inter and transdicisplinary (MATO GROSSO/SEDUC, 2010). The study of literature review shows that the humanization proposal for this school organization redesigns the work of professionals in the area of languages.

Key Words: Language; Curricular Guidelines; Cycle of human formation.


Introdução

Neste texto apresentaremos a proposta curricular da escola organizada por Ciclos de Formação Humana em harmonia com as Orientações Curriculares para a educação básica do estado de Mato Grosso que tem como princípio para sua estruturação, considerar as características do ciclo vital de desenvolvimento humano apoiando-se nos estudos da neurociência.

Apresentaremos algumas ações formativas desenvolvidas pelas professoras formadoras da área de Linguagens do CEFAPRO1 de Sinop/MT, que compõe o Grupo de Estudos GEPLIA2, considerando o repensar da práxis pedagógica onde o movimento de cada disciplina da área possibilita a construção e/ou ressignificação sócio/histórico/cultural da aprendizagem.

Sendo assim, pensar o ensino/aprendizagem por área do conhecimento implica em entender a relação entre os objetos comuns às disciplinas da Linguagem (código, texto e leitura) de modo que a compreensão dessa relação possibilite a construção, desenvolvimento e compreensão dos variados usos da linguagem.

Organização Curricular para o estado de Mato Grosso e os Ciclos de Formação Humana

Um olhar mais atento para organização curricular por Ciclos de Formação Humana evidencia a necessidade de transformação no currículo conforme relembra Freitas (2003) fundamentando-se no educador russo do século XX Pistrak ao dizer “o ciclo dá como parâmetro para o professor os seguintes elementos, que deverão informar sua prática pedagógica: as fases de desenvolvimento humano do aluno, suas características pessoais e as vivências socioculturais.”

Em conformidade com este pensamento a organização por Ciclos não será meramente uma solução pedagógica para sanar problemas de ordem estrutural, ou seja, apenas combater a evasão e a repetência, mas principalmente uma organização curricular que possibilite o desenvolvimento de novas relações sociais onde os tempos e os espaços escolares sejam colocados a serviço de novas relações entre estudantes e educadores.

De acordo com Mato Grosso/Seduc, a concepção de educação como processo de formação humana remete à organização em ciclos de formação humana que pressupõe ao educador:

... determinadas posturas frente ao mundo, à sociedade e ao sentido do conhecimento. Pressupõe um educador que se pergunta sobre o que fundamenta o seu pensamento pedagógico, a sua concepção de ser humano, de mundo e de sociedade e como isso se relaciona com a sua concepção de educação e suas práticas pedagógicas. (...) Isso coloca a necessidade do educador lidar com as teorias do conhecimento, ter clareza de qual caminho está percorrendo, de qual é o seu ponto de partida e aonde pretende chegar, ou seja, que tipo de ser humano quer formar e que tipo de sociedade quer construir. Consciente ou inconscientemente, teoria e método materializam-se nas práticas, nas atitudes e nas relações educador/educando. (MATO GROSSO/SEDUC, 2010, p. 47)

Em conformidade com esta organização curricular temos uma nova visão de mundo e de sociedade. Desta forma a escola pública anteriormente constituída por séries com fins e princípios ligados apenas a aquisição de conhecimento de conteúdos descontextualizados da realidade sócio-cultural e histórica do estudante passa a dar lugar a uma organização curricular com princípios orientados pelo respeito ao ser humano e as relações sociais solidárias. O currículo assim organizado beneficia a todos aqueles que direta ou indiretamente estejam envolvidos neste processo, ou seja, toda a comunidade escolar, principalmente os estudantes, pois nesta forma de organização todos os envolvidos no processo passam a ter voz, segundo o princípio da democracia.

Vemos assim que o currículo anteriormente firmado sobre princípios de Educação para poucos com concepções do Taylorismo/Fordismo3 (Mato Grosso/Seduc, 2010), passa a dar lugar a uma organização curricular com novas concepções voltadas para os aspectos humanos, como o fortalecimento intelectual e social das classes populares assegurando a todos o ingresso a permanência e a qualidade da educação.

Se atentarmos para a concepção pedagógica que fundamenta os Ciclos de Formação Humana perceberemos a importância do entendimento e respeito às fases de desenvolvimento humano da criança e do adolescente descritas por Piaget segundo a epistemologia genética e que fundamenta o construtivismo, também nos reportaremos ao sócio-interacionismo teoria na qual Vygostky propõe a construção sócio histórica e cultural como base para a formação e ou desenvolvimento humano ten considerando que são nas relações entre os pares que acontecerá a construção do conhecimento. Nesta concepção de educação e currículo não podemos desconsiderar os estudos e as propostas para a educação de Paulo Freire quando evidencia em suas obras que um dos princípios da educação perpassam valores de liberdade, autonomia e esperança.

Com esse entendimento as transformações de um currículo anteriormente estruturado por Séries para um organizado por Ciclos de Formação Humana demandam reformulações em suas bases teóricas, ou seja, mudanças de concepção e transformações metodológicas na forma de planejar atuar e avaliar, tendo em vista que um currículo rígido inflexível pré-elaborado por gestores e professores passará a dar lugar a um currículo flexível e contextualizado com as reais necessidades da comunidade a qual serve, permitindo assim que o principal interessado o educando também participe de sua elaboração e implementação.

Este currículo para Formação Humana introduz sempre novos conhecimentos relacionados a vivência do aluno, às realidades regionais e cotidianas dos mesmos. Desta forma os educandos são constituintes da docência, das funções da escola e da formação curricular e por elas são constituídos. Sendo assim uma postura crítica e reflexiva sobre o currículo de cada instituição escolar faz-se necessário.

Nesse entendimento o currículo da escola, quando organizado de forma fragmentada onde as disciplinas aparecem compartimentadas ou em gavetas que não se entrecruzam, dará lugar a um currículo interdisciplinar voltado para a formação humana em sua totalidade se considerarmos que o cérebro humano organiza-se de forma interdisciplinar.

Sendo assim as ações dos envolvidos no processo ensino aprendizagem também deverão acontecer de forma inter/transdisciplinar, se reconhecermos que o conhecimento só será significativo se construído dessa forma. Esse entendimento se confirma nas palavras de Fazenda (1993) quando diz “[...] A interdisciplinaridade depende então, basicamente, de uma mudança de atitude perante o problema do conhecimento, da substituição de uma concepção fragmentária do ser humano”.

Com este currículo interdisciplinar as ações pedagógicas não se alicerçam mais no “que” se transmite, mas no “como” se constrói o conhecimento. Ao adotar a interdisciplinaridade no currículo não significará o abandono às disciplinas, mas a articulação entre elas com o propósito de articular mundo real e hipotético interação social, cultural e natural, com fins de que a aprendizagem possibilite ao educando se integrar a sociedade de modo ativo interagindo e interferindo sobre ela. Dessa forma o protagonista da aprendizagem passa a ser o educando que interagindo com os demais envolvidos no processo alcançarão os objetivos por eles propostos.

Entendemos assim que as demandas do cotidiano educacional, exigem constantes pesquisas interdisciplinares e a escola deverá ser este lugar, não da fragmentação da aprendizagem, do ensino sem significado, mais sim o lugar das inter-relações do trabalho colaborativo possibilitados por um currículo interdisciplinar.

Este outro olhar para o currículo preconiza novos olhares a avaliação e o seu papel na Escola Organizada por Ciclos de Formação Humana que certamente não será mais o de classificar, excluir, medir. Mais sim o de oferecer subsídio aos Educadores e educandos para o replanejar dos trabalhos na escola.

Entendendo assim que não só o educando deverá ser avaliado, mas todo o processo pedagógico bem como todas as ações ali estabelecidas. No caso específico da avaliação feita pelo educador deverá estar centrada na aprendizagem, no que o educando já consegue construir em termos de aprendizagem significativa, bem como no replanejamento dos objetivos e atividades didáticas, considerando a avaliação como um processo metodológico, desconstruindo a dicotomia metodologia-avaliação e favorecendo as relações entre educandos/educandos e entre esses e os educadores. Neste sentido uma avaliação diagnóstica, processual e formativa alcançarão os resultados propostos em conformidade com Pereira (2009).

A estrutura do currículo em Mato Grosso para os anos iniciais da educação básica, segundo a Resolução 262/02 do CEE/MT no seu artigo 5º aponta para A adoção do regime escolar por Ciclos de Formação Humana, que pressupõe a duração do ensino fundamental ampliado para 9 anos, tendo em vista a ampliação do tempo de permanência na escolaridade obrigatória.

No caso do Ensino Fundamental, sua composição observa a organização de 3 ciclos, cada um com duração de 3 anos, organizados em fases correspondentes às temporalidades da formação humana: 1º ciclo: Infância (6 à 8 anos), 2º ciclo: Pré–adolescência (9 à 11 anos) e Adolescência (12 à 14 anos). Neste sentido Lima (2008) traz as contribuições da neurociência ao falar que: [...] o cérebro se desenvolve através do diálogo entre a biologia da espécie e a cultura, considerando que na escola o currículo constitui-se fator que incide no desenvolvimento da pessoa[...] sendo assim, as atividades para conduzir às aprendizagens precisam estar adequadas às estratégias de desenvolvimento próprias de cada idade. Em outras palavras a realização do currículo precisa mobilizar diferentes funções do desenvolvimento humano, como a função simbólica, a percepção, a memória, a atenção e a imaginação.

Para consolidar esse processo, esta mesma Resolução estabelece que a adoção dessa forma de organização curricular considera a pluralidade de saberes e experiências cognitivas, reconhecimento da diversidade cultural como fatores enriquecedores do processo educativo, superadores de toda forma de discriminação, segregação e exclusão social.

Num entendimento que a ampliação do ensino fundamental de 8 para 9 anos aponta para uma nova forma de organização curricular é que a Secretaria Estadual de Educação do Estado de Mato Grosso desde 1996 vem implementando essa política, sendo possível reconhecer que a Escola Organizada em Ciclos de Formação Humana se constitui como Política Pública Estadual de Educação em atendimento a LDB 9394/96, consolidada pelas Orientações Curriculares da Educação Básica do Estado de Mato Grosso em 2010.

Tomando como base a legislação que transita nas diversas dimensões, principalmente a pedagógica, é possível afirmar que embora sejam distintos, o Ensino de 9 anos, instituído pelo MEC em 2006 e a Escola Organizada em Ciclos de Formação Humana instituído pela SEDUC são indissociáveis, onde o primeiro fora implantado para ampliar o tempo e a qualidade da educação e o segundo antecipa-se a consolidação e a implementação dessa política. É coerente afirmar que o caráter antecipador da Escola Organizada em Ciclos de Formação Humana neste estado se constitui como política de educação, assegurando o compromisso com a qualidade social do ensino de 9 anos, considerando que a maioria dos Estados e Municípios já a adotaram pela necessidade de implantar e implementar uma política própria de educação e de reorganização curricular que possibilite e assegure financiamentos/investimentos, em diversos aspectos importantes da educação.

A área de Linguagem e a Formação Humana

Para Mato Grosso/Seduc (2010) uma área de conhecimento caracteriza-se por reunir disciplinas que possuem em comum: princípios, conceitos, modelos interpretativos e explicativos sobre certos aspectos do mundo. Estes ao se constituírem como focos de interesse e análise, transformam-se em objetos de estudo. As investigações em torno dos objetos de estudo de uma mesma área resultam numa rede de saberes e de tecnologias que se tangenciam ora por conceitos, ora por procedimentos, ora por seus produtos, permitindo, assim, organizá-los a partir de distinções e classificações comuns que transitam de uma disciplina para outra.

Ao optarmos pela organização curricular em áreas de conhecimento pretende-se que cada campo do saber adquira dinamicidade e articulação, tanto entre suas disciplinas quanto entre as próprias áreas, possibilitando maior flexibilidade, pontos de interesse e metas comuns no que diz respeito à construção do conhecimento pelo educando.

A atenção aos pontos de contato entre as diversas disciplinas de uma área ou das áreas entre si tem por objetivo promover uma prática interdisciplinar no currículo, tomando-o de forma orgânica, ou seja, superando-se a disposição artificial e fragmentada no trato dos objetos de estudo nas disciplinas através de ações favoráveis a articulação e integração dos conhecimentos. Isto, contudo, não significa a negação dos conteúdos disciplinares ou daqueles específicos de cada ciência, antes, implica na eleição e no tratamento de eixos articuladores comuns às diversas disciplinas e aos campos de conhecimento, enfatizando e explorando a intersecção que possuem entre si.

O sucesso do empreendimento interdisciplinar depende, portanto, da manutenção de um diálogo fecundo entre as matérias no que diz respeito aos temas considerados centrais pela comunidade escolar. Nenhum objeto de estudo pode ser compreendido em toda sua dimensão quando abordado de forma isolada. Sabemos, também, que o professor, mesmo que assistematicamente, ao ensinar determinado conteúdo, utiliza em seu discurso uma gama de informações colhidas em variados campos de saber. Se assim é, o ensino por área de conhecimento, longe de descaracterizar os objetos de estudo ou as disciplinas, vem implementar, integrar e sistematizar o ensino das disciplinas escolares. Por outro lado, a organização curricular em áreas não pode ser confundida com uma mera fusão de disciplinas. Seu foco está em reconhecer e observar que as demarcações e as fronteiras de cada ciência não são estanques. Assume, também, a existência de uma margem ampla de contato e de permeabilidade entre as disciplinas de maneira a favorecer cruzamentos de investigações conceituais, procedimentais, intercâmbios de temas, problemas e de metas pedagógicas.

A tentativa de se buscar pontos de intersecção entre as ciências e seus objetos de estudo, divididas tradicionalmente em disciplinas, move-se na busca por confluências teóricas e práticas que podem ser tratadas de forma interdisciplinar, seja do ponto de vista da investigação e construção do conhecimento, seja no que se refere à reflexão sobre seus resultados tecnológicos. Dessa forma, a interdisciplinaridade na organização curricular justifica-se duplamente: de um lado, a partir de seus aspectos epistemológicos - ao reunir objetos de estudo, paradigmas e problemas afins, favorecendo seu tratamento conjunto; e, de outro, pedagogicamente - por potencializar as condições para o ensino e para o aprendizado solicitados nas diversas disciplinas; bem como facilitar, através dessa integração, a discussão acerca da produção e utilização das tecnologias geradas a partir das ciências. A presença de todos estes fatores no processo de formação é imprescindível ao bom desenvolvimento pessoal e sócio-cultural dos alunos nessa etapa de formação.

Especificamente na área de Linguagens, as disciplinas compartilham objetos de estudos comuns (código, texto e leitura), que pode convergir para aquisição e o desenvolvimento da capacidade de produzir e interagir nas e pelas linguagens.

Os códigos são constituídos por signos e símbolos que possibilitam a manifestação interacional da linguagem. De acordo com Mato Grosso/Seduc:

Utilizar as linguagens é, portanto, interagir a partir de textos, intertextos e hipertextos produzidos por códigos, pois as linguagens se concretizam nesses produtos de manifestação significativa e articulada de uma história social e cultural, únicos em cada contexto. A partir dessa concepção exige-se, de todas as disciplinas da área, o reconhecimento do conceito de texto, em sentido amplo, como objeto de significação, leitura, interação, apreciação, expressão e fruição dos diversos elementos linguísticos, pictóricos, corporais, tecnológicos, sonoros, plásticos, gestuais e cênicos e não apenas aquele restrito à língua escrita ou à falada. (MATO GROSSO/SEDUC, 2010. p. 12)

O texto, portanto, é considerado objeto de interpretação que depende da produção de sentido para existir. Logo, a leitura, nessa perspectiva, se dá pela (re)significação, fruição, experimentação, apreciação, codificação e decodificação. Corroborando com esta afirmação, Mato Grosso/Seduc nos diz que:

Compreender a leitura, a partir desse olhar superador, tem implícito o reconhecimento da importância da leitura como vivência, que torna possível a construção de significados, a representação de mundo, o compartilhamento de informações, a expressão e a construção da identidade do processo de interação social que revela, a cada um, parte de si e do mundo numa relação dialética com a cultura, a história e a sociedade. (MATO GROSSO/SEDUC, 2010, p. 12)

Portanto, pensar um currículo dialógico interdisciplinar é considerar relevante as especificidades das disciplinas que compõem a área, sem, contudo, pensá-las estanques em cada disciplina, mas correlacionado-as por meio dos seus objetos comuns.

Para que os alunos alcancem os objetivos propostos nas áreas de conhecimento, a partir de problematizações de questões pertinentes ao cotidiano, propõem-se procedimentos metodológicos que possibilitem construir, reconstruir conhecimentos e desenvolver autonomia intelectual. A partir do domínio dos conceitos, conteúdos e métodos de sua disciplina, o professor terá facilidade em fazer as inter-relações com as demais disciplinas, o que corrobora a construção de práticas interdisciplinares. Na análise realizada nas disciplinas e na área, será possível ao aluno constituir uma síntese provisória, que será o ponto de partida para novos conhecimentos.

Para sistematizar estas intenções pedagógicas, o processo de ensino e aprendizagem se organiza em torno de eixos articuladores, sendo eles fundamentais para a concretização desse processo e que na prática precisam ser coordenados entre si. Os eixos são: Linguagens e processos de interação, representação, leitura e prática; Apropriação do sistema de representação das linguagens; e Formação sociocultural nas diferentes linguagens.

De acordo com Mato Grosso/Seduc:

Esses eixos articuladores, em cada área de Conhecimento, e entre elas tendem a ser discutidos e reorganizados/reelaborados ou adaptados de acordo com a realidade local, de modo a assegurar que os saberes contextualizados, problematizados e ampliados possibilitem o desenvolvimento das capacidades - cognitivas, procedimentais e atitudinais - pelos educandos, na interação com o conhecimento, com seus pares e com os educadores no processo de ensino aprendizagem. (MATO GROSSO/SEDUC, 2010, p. 8):

Falar em desenvolvimento da aprendizagem por capacidades, na perspectiva vygotskiana, é falar num termo amplo, mas que pode ser definido, segundo Mato Grosso/Seduc (2010, p. 8), como ações teórico-práticas que usamos para estabelecer relações com e entre sujeitos e os objetos do conhecimento (situações, fatos e fenômenos), por meio da linguagem. Sendo assim, as capacidades se referem ao conhecimento e aplicação de estratégias e técnicas apropriadas, relacionadas aos conhecimentos aprendidos, que o educando busca, em suas experiências anteriores, para analisar e resolver novos problemas.

Nesse sentido, para acompanhar o desenvolvimento dessas capacidades pelo educando é que precisamos dos descritores, que evidenciam a construção dessas capacidades do/no educando, que traduzem de certa forma o diagnóstico da realidade no decorrer do processo de desenvolvimento e aprendizagem.

As capacidades para os primeiros Ciclos são as Seguintes: Para o primeiro Ciclo: Reconhecer as linguagens como elementos integradores dos sistemas de comunicação; Ler, compreender e construir diferentes textos; Codificar e decodificar linguagens; Fazer uso social das diversas linguagens em diferentes situações de fruição e interação; Vivenciar as diversas práticas de linguagens; Compreender as manifestações das linguagens; Valorizar a diversidade manifestada nas diferentes linguagens. Para o segundo Ciclo: Fazer uso das linguagens como elementos integradores dos sistemas de comunicação; Ler, compreender e construir diferentes textos; Codificar e decodificar sistemas das diferentes linguagens; Fazer uso social das diversas linguagens em diferentes situações de fruição e interação. Re-significar as diversas práticas de linguagens; Compreender e valorizar a diversidade manifestada nas diferentes linguagens. Para o terceiro Ciclo Temos as seguintes capacidades: Compreender e utilizar as linguagens; Ler, compreender e construir diferentes textos, considerando as condições de produção, recepção e circulação. Codificar, decodificar e re-significar sistemas das diferentes linguagens; Fazer uso social das diversas linguagens em diferentes situações de fruição e interação; Vivenciar e re-significar as diversas práticas de linguagens; Compreender e valorizar a diversidade manifestada nas diferentes linguagens. Notamos assim que nas três fases do ciclo são as mesmas capacidades a serem desenvolvidas. O que irá mudar de uma fase para outra será o grau de dificuldades das atividades oferecidas. Com objetivo de introduzi-las, desenvolve-las e consolida-las.

É importante ressaltar que não existe método único de ensinar-aprender, independentemente da área de conhecimento ou disciplina. Há necessidade, portanto, do constante diálogo entre os professores da área, nos momentos de planejamento, acompanhamento e avaliação dos alunos e neste momento serão traçados os procedimentos utilizados para o alcance dos objetivos.

Os professores precisam ser criativos e perceptivos; devem saber adequar os métodos, alicerçados na forma como percebem que seus alunos aprendem. Devem assumir uma postura centrada na mediação dos processos de construção/reconstrução dos conhecimentos escolares por parte dos alunos, entendendo-se também como partícipes do processo educativo. De acordo com as especificidades de sua disciplina, os professores, a partir de então, serão capazes de criar ou recriar formas mais adequadas para estimular a produção/re-significação do saber.

Neste entendimento os estudos realizados no Centro de Formação pelo grupo de pesquisadores componentes do GEPLIA tem fortalecido e favorecido ações de atuação e implementação do trabalho por área de conhecimento nas escolas do Polo CEFAPRO/Sinop. Em consonância com os estudos do Grupo que aconteceram durante o último ano, foram realizadas nas escolas que solicitaram ações de planejamento de área esta ação por sua vez favoreceram a avaliação formativa proposta pelas Orientações Curriculares.

Mato Grosso/Seduc (2010) destacam que a Formação Humana e o Currículo Organizado por Ciclos de Formação Humana para a educação básica do estado de Mato Grosso tem servido de objeto de estudo e reflexão constante para os pesquisadores do Grupo GEPLIA e até o momento tem sido significativo o entendimento desta nova organização curricular por área de conhecimento, favorecendo não só a atuação dos professores formadores e pesquisadores do Grupo GEPLIA, mas principalmente tem possibilitado uma re-configuração do trabalho pedagógico desenvolvido pelas professoras formadoras junto as escolas do Polo CEFAPRO/SINOP.

Referências

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB Lei nº 9394/96.

MATO GROSSO/SEDUC. Orientações Curriculares: Concepções para Educação Básica. Cuiabá, 2010.

_________. Orientações Curriculares: Área de Linguagens: Educação Básica. Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso. Cuiabá, 2010.

________. Conselho Estadual de Educação. Resolução N. 262/CEE-MT, 2002.

FAZENDA, I. C. Interdisciplinaridade: um projeto em parceria. São Paulo: Loyola, 1993.

FREITAS, L. C. Ciclos, Seriação e avaliação: Confronto de Lógicas. São Paulo: Moderna 2003.

PARENTE, Cláudia da Mota Darós. A construção dos tempos escolares: possibilidades e alternativas plurais. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas, 2006. 

PEREIRA, Sara C. G. Reflexões sobre a avaliação na escola organizada por ciclos de formação humana em Mato Grosso, 2009. Disponível em <http://www.seduc.mt.gov.br>. Acesso em: 09 fev. 2010.

LIMA, E. S. Indagações sobre currículo: currículo e desenvolvimento humano / [Elvira Souza Lima]; organização do documento Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.



1CEFAPRO: Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica do Estado de Mato Grosso.

2GEPLIA: Grupo de Estudos de Linguística Aplicada. Parceria UNEMAT/UNB/CEFAPRO.

3Princípio educativo dominante até a década de 80 voltado apenas para a educação em séries para fins industriais, e mercantilistas com foco apenas no crescimento econômico, cujos selecionados para esta organização seriam os de classes econômicas privilegiadas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Formação Continuada - Março de 2013

O que somos, ou melhor, o sentido do que somos, depende das histórias que contamos. ( Jorge Larrosa)

Aventurar-se causa ansiedade, mas deixar de arriscar-se é perder a si mesmo... E aventurar-se no sentido mais elevado é precisamente tomar consciência de si próprio. ( Kierkegaard)


Profuncionário – Formação para o CEFAPRO dias 21 e 22 de Março

Programa de Formação Inicial em Serviço para secretaria escolar, alimentação escolar, infraestrutura e multimeios didáticos.
Cada módulo terá a duração aproximada de 6 semanas.
Requisito, profissionais em serviço que já possuem o ensino médio completo ou que até o mês de agosto deste ano 2013, concluam o ensino médio.
Inicio das atividades no Estado de Mato Grosso com os cursistas dia 23 de março de 2013.
Em Mato Grosso público esperado para Formação 7.631 cursistas.
Primeiro Módulo – História da educação
Próximos módulos psicologia e sociologia da educação.
Orientações para o Módulo Sobre Psicologia e Educação - ( Professora Adriana)

Orientações para o módulo de sociologia. ( Professor Adriano – IFMT).

A sociologia inicia na Europa no Século XIX, com dois campos de investigação, ciências naturais e ciências sociais.
Os primeiros 100 anos da Revolução Industrial foi desenvolvido pelos Ingleses. Pontos altos, entendimentos sobre a Revolução Industrial, fragmentação da produção artesanal, solução para agilizar o processo de produção.
Do Artesanato a Manufatura e da Manufatura a Industria.

Ilumismo: movimento intelectual que buscava explicações objetivas para entender o natural e o sobrenatural. Movimento de saída das trevas da escuridão, metafísica e o sobrenatural.
Como a ciência entende o sobrenatural?
Correntes da Sociologia
Funcionalismo, Materialismo Histórico Dialético e Sociologia Compreensiva.
Funcionalismo: Educação estrada de mão única, um dos pais da Sociologia moderna Èmile Durkheim, visão conservadora, visão da função social da vida coletiva subjetiva, objetivo reformar a sociedade capitalista, adaptar o ser individual ao ser social.

Materialismo Histórico Dialético: MARX propõe observar como as mudanças produtivas influenciam as mudanças econômicas e sociais. Tem a vida material e objetiva como ponto de partida e as experiências concretas como sustentação.
Dialética significa via de duas mãos dois horizontes para análise sempre, movimento, composição dos contrários,.
Alguns princípios Dialéticos:
Totalidade- tudo se relaciona dentro de um conjunto
Mudança Qualitativa – ritmo de mudanças, pequenas mudanças quantitativas se somam resultando em mudanças qualitativas.
Contradição Universal – A realidade é formada por forças contrárias.
Movimento – nada está pronto, tudo se transforma constantemente .
Pensadores da época Dewey experiências concretas escola Nova; Gramsci escola como espaço da contra ideologia, observar a ideologia e a ótica das classes em Luta.
Relações Sociais no modo de Produção Capitalista:
Sociedades primitivas: propriedade coletiva.
Sociedade Capitalista: propriedade privada.
Cooperativa X exploração
Conceito de mais valia : fazer render mais do que custa, valor que o trabalhador produz além do esperado. Ou aumentar a produtividade com tecnologia avançada. Falseamento da realidade .
Ideologia – Distorção da realidade, falseamento da realidade, manipulação discursiva.

Produção Capitalista no século XX
Crise dos modelos Taylorista e Fordista pontos altos:
Toyotismo
Just in time ( descartar)
Ilhas de produção
Reestruturação Capitalista
Privatização
Neoliberalismo
Produção em Massa e Consumo em Massa
Fragmentação de tarefas ( Taylorismo)
Produção em grande quantidade ( Fordismo).
Tutores encaminharão as atividades no município.

Pesquisar a terceira corrente Sociológica – Sociologia Compreensiva de Max Weber.

Sara Cristina



quinta-feira, 14 de março de 2013

Formação com Alfabetizadoras- Cefapro-Sinop-Mt.


Planejamento para a Formação do Primeiro Ciclo - ALFABELETRAR
Língua Portuguesa
Mediadoras: Sara Cristina, Sandra e Eliane
Dia – 13-03-2013

Tema: As contribuições da Sequência Didática para o Planejamento das ações Pedagógicas


O longo voo das aves, desde o gelado Canadá ao calor do Brasil, ultrapassa todas as dificuldades, porque as aves “sabem o seu destino”.

Não será possível nenhum peixe razoável sem pensar no anzol e na rede, sem distinguir o rio do mar sem conhecer linhas e iscas, sem apanhar chuva e sem sentir o sol.
Objetivos:
  • Identificar as várias situações pedagógicas que demandam planejamento.
  • Compreender o que é uma sequência didática e sua contribuição para a prática pedagógica.
  • Desenvolver uma sequência didática com o gênero textual “Fábula”
Atividades:
  1. Apresentação da pauta (objetivos) ( refletir sobre os dois pensamentos)
  2. Leitura dinâmica do Texto sobre a importância do Planejamento na escola.
  3. Leitura dos textos A Sequencia Didática e um guia possível para elaboração da sequência didática – Pedir que pelo menos 4 grupos apresentem o que entenderam dos textos e quais as contribuições deles para o planejamento de aulas.
  4. Apresentar o vídeo a importância da leitura ( pais e escola podem contribuir)

  1. Sequência didática com o gênero Fábula.( crianças amam animais se identificam com eles)
    1- Levantamento dos conhecimentos prévios:
    (Como vocês trabalham este gênero com os alunos? Anotar depoimentos)
    2- Apresentar as características básicas do gênero. ( Livro Gente que Faz pg. 88)
    3- Distribuir as Fábulas e pedir que sejam reconstruídas com novos contextos.
4- Observar se as principais características deste gênero estão presentes nas fábulas re-organizadas.
5- Perguntar aos grupos quais outras possibilidades do trabalho com o gênero “Fábula” e que pretendem realizar em sala de aula.
6. Avaliação coletiva: ( ORAL)
  • Em que o estudo contribuiu para sua atuação em sala de aula?
  • Que pontos ainda necessitam de estudo?

Leitura Dinâmica
Planejamento suas Implicações na Prática Docente.

Sara Cristina/ Cefapro-Sinop-Mt


Os primeiros dias do ano letivo são especiais, isto implica planejar com cuidado todos os detalhes, a acolhida, o aconchego e a escuta das necessidades e desejos dos estudantes devem fazer parte do trabalho que realizamos. O reconhecimento das identidades ali presentes, as histórias de vida, a realidade de suas famílias, seus interesses, ideias e emoções favorecerão o desenvolvimento das ações pedagógicas durante todo o ano.
A reflexão sobre a prática e a possibilidade de renovar o cotidiano, trazer novos ares, novas idéias, pensar junto poderá contribuir para planejar atuar e avaliar as atividades educacionais. Neste momento cabe algumas reflexões sobre o ato de planejar como: quais atividades são importantes e necessárias por que propomos cada uma delas? Como articular o plano de aula com os demais planejamentos da instituição?Como ampliar o interesse dos estudantes, trazendo desafios das diferentes áreas do conhecimento?Como o espaço e o tempo podem ser planejados a fim de tornar possível a aprendizagem de todos os estudantes? Como planejar atividades com os profissionais de áreas diversas de forma a tornar o conhecimento significativo aos estudantes?
Estas e outras questões apontam para a necessidade de se reservar tempo para o planejamento escolar, neste momento organiza-se o espaço o tempo os recursos os materiais as atividades e as estratégias de trabalho. Quando planejamos, podemos garantir a presença de várias dimensões importantes do trabalho, o tempo para falar, para ouvir, momentos em sala ou fora delas.
Planejar é refletir sobre o que fazemos e como desempenhamos nosso papel na instituição a que pertencemos. Para tal é imprescindível compreendermos o conceito de planejamento e os princípios que norteiam sua elaboração e implementação é importante conhecer os diferentes tipos de planejamento e maneiras de organização prévia dos trabalhos pedagógicos, pensar o planejamento institucional como possibilidade de prever e organizar ações que articulem o desenvolvimento do estudante durante toda a educação básica.
Neste sentido é importante refletirmos sobre:
  • Como é feito o planejamento? Em grupo? Individualmente?
  • Para quem planejamos, quais as turmas e quais capacidades pretendo desenvolver?
  • Há um projeto institucional que norteia os demais planejamentos ( PPP/PDE)? Ele tem pré -requisitos, quais são?
  • O planejamento se estrutura para o trabalho por disciplina ou por área de conhecimento? Ou por outra forma de trabalho como por exemplo para o trabalho com projetos, tema gerador ou eixo temático?
  • Quando surgem imprevistos como lidamos com o planejamento? Reavaliamos, re-planejamos?
Neste sentido deveremos refletir sobre qual nossa visão de planejamento, rígido/fechado onde o estudante é visto como um ser incompleto passivo e em constante preparação para o futuro ou é considerado um sujeito social, crítico e criativo? Quanto a visão de conhecimento meu planejamento organiza situações de repetição e absorção de conteúdos ou vejo o conhecimento como construção nas relações, espaços privilegiados de imaginação e criação.
O planejamento de atividades e de desdobramentos entre elas pode nascer tanto dos anseios dos estudantes quanto de situações que nos educadores queremos explorar.
Dentre as possibilidades de planejamento temos planejamento por atividades, planejamento guiado pelo calendário letivo, planejamento por área do conhecimento, planejamento por temas ou por projetos etc...
Desta forma cabe-nos verificar qual modelo de planejamento é solicitado pela instituição a qual pertenço, bem como qual o lugar do estudante nesta ação? È importante encontrar caminhos que considerem o estudante como sujeito ativo e construtor de seu conhecimento, valorizar as experiências educativas significativas e prazerosas, valorizando também a diversidade presente entre outros aspectos.
As reflexões feitas até aqui indicaram que o planejamento é um recurso que nos ajuda a garantir a presença da diversidade, da escuta e participação dos estudantes na rotina escolar.
Não planejamos sozinhos, mas com a participação de todos os segmentos da instituição escolar, com fins de atender diferentes demandas.
O planejamento pode assegurar a realização de atividades significativas e a continuidade entre as atividades.
No planejamento abrimos um canal de aprimoramento de nossas ações de nossos registros, da relação entre o que fazemos e o que escrevemos. O planejamento auxilia não só nosso trabalho com os estudantes mas também contribui com nosso desenvolvimento profissional, a medida que planejamos situações de aprendizagem significativa acontecem tanto para o estudante quanto para o educador.
Entendemos então que bons registros e observações diárias sobre nosso trabalho precisam ser registradas, organizar um arquivo com estas informações é imprescindível, em nosso cotidiano isto resultará em:
Desenvolvimento da autonomia, descoberta de novos conhecimentos, incremento das relações sociais e afetivas, desenvolvimento da comunicabilidade, interação entre o mundo físico e social, utilização de diferentes linguagens, ampliação do acesso a diferentes manifestações culturais e uma relação com o conhecimento científico de forma mais consolidada.

Algumas possibilidades de Planejamento:

Planejamento por atividades:
Neste caso, geralmente as atividades são entendidas e realizadas com um fim em sí mesmas, ou seja no cotidiano, estas atividades podem ser planejadas de forma fragmentada com atividades estanques desconectadas entre si, que acabam como se fossem um pacote, um produto, que o estudante consumirá, ou seja as atividades são pensadas previamente pelo educador para que o estudante apenas desenvolva ou realize.

Planejamento por áreas de conhecimento:
Nesta concepção, é importante que as diferentes áreas de conhecimento sejam focalizadas no dia-a-dia com os estudantes, quando planejamos por área trabalhamos com atividades que demandam pesquisa nas diferentes áreas, onde diferentes domínios do conhecimento ou capacidades são exigidas, neste caso a ênfase recai sobre o processo a pesquisa e a relação do estudante com a construção do conhecimento.
Planejamento baseado em Temas ou por Projetos
Neste tipo de planejamento, o “tema” direciona as propostas. Tal planejamento pode ser identificado como : tema integrador, tema gerador, centros de interesse, unidades de experiência dentre outras. A partir do tema, haverá a seleção de uma sequência de atividades relacionadas entre si e de interesse do estudante. Nesta forma de planejar é preciso cuidado para que a ênfase esteja no interesse do estudante e em seu processo de aprendizagem.
Há também a possibilidade de que os planejamentos sejam feitos em forma de sequência didática.
Bons planejamentos resultarão em atividades pedagógicas mais concretas e seguras sendo fonte de pesquisa para avaliações mais abrangentes e profícuas.

Fonte de pesquisa: módulo IV unidade 2 – Coleção Proinfantil – Karina Rizek Lopes, Roseana Pereira Mendes, Vitória Líbia Barreto Faria, organizadoras – Brasília: MEC. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação a Distância,2006.




sexta-feira, 8 de março de 2013

Formação Continuada- Área de Linguagens e Tecnologia- CEFAPRO/Sinop-MT

Formação Educomunicação

sexta-feira, 8 de março de 2013

       O CEFAPRO de Sinop realiza no ano de 2013 a Formação Continuada em Linguagens e Tecnologias na Educação - Educomunicação, com carga horária de 40 horas destina-se a coordenadores pedagógicos e coordenadores do Projeto Educomunicação.
Os encontros que ocorrem mensalmente contarão com 17 profissionais das 10 escolas do polo do CEFAPRO de Sinop que foram contempladas pelo Programa Educomunicação/SEDUC/2013. A formação tem o objetivo de proporcionar práticas educomunicativas nas escolas, resultando em ações cooperativas e interdisciplinares em consonância com as Orientações Curriculares de nosso Estado. A proposta surgiu a partir dos trabalhos realizados nos anos anteriores, onde sentiu-se a necessidade de realizar um projeto que contemplasse as concepções do Programa Educomunicação.

Serão trabalhados conceitos de Educomunicação, como estruturar a rádio escolar, utilização de softwares para edição de áudio, web rádio, letramentos, gêneros textuais, sequência didática, entrevistas, notícias, roteiros e educação para a recepção crítica dos meios de comunicação.
Estão envolvidos nesta ação os formadores das áreas de Tecnologia Educacional e Linguagem Código e suas Tecnologias que organizarão encontros presenciais, com estudos, oficinas e atividades práticas, além de visita a uma rádio e atividades a distância.

Primeira Formação:
Pauta - 1º Encontro da Formação Educomunicação   –  Data: 06/03/13
Professores Formadores: Eliane, Élidi, Gilmar, Lucineide, Luiz, Ketheley, Sandra e Sara.
Objetivos:
- Socializar as ações realizadas nas escolas;
- Compreender o conceito de Educomunicação;
- Apropriar-se das funcionalidades do software Audacity;
Desenvolvimento da Pauta
- Boas-vindas;
- Apresentação da proposta de formação;
- Socialização dos trabalhos desenvolvidos nas escolas;
- Conceituando Educomunicação;
- Disponibilização de material;
- Atividades práticas com o software Audacity: instalar, funcionalidade, gravando um áudio, socialização do áudio.
- Encerramento.
Encaminhamento para a primeira atividade a distância:
Registro da Atividade 1 – atividade a distância
Atividade 1  - Divulgação e mobilização
·         Realizar a divulgação do projeto Educomunicação para todos os profissionais da escola e comunidade escolar procurando envolve-los nas ações, coletando sugestões e estratégias para integração de todos.
·         Realizar a atividade e registrar o desenvolvimento da mesma, colocar links, fotos e anexos que julgar necessário. Enviar para equipe do CEFAPRO através do e-mail:
Professores- Gilmar, Sara e Ketheley do Cefapro/Sinop
 infocefapro@gmail.com
Cursista(s):
Escola:
Objetivos:
Estratégias:  
Descrição da atividade:
Resultados obtidos: (relate aqui como vocês avaliam o trabalho, como foi o envolvimento de todos, quais as dificuldades e quais os pontos positivos)
Sugestões recolhidas: 

Educomunicação: Rádio Novela Viagens da Laura

quinta-feira, 7 de março de 2013

Complexo Temático e a reorganização curricular da escola Nilza de Oliveira Pipino


FICHA  de ACOMPANHAMENTO DO PSE DAS ESCOLAS

Data: 06/03/2013 - Encontro 02
Professor(a) Formador(a):Senilde Solange Catelan
Formador(a) Acompanhante: Sara Cristina Gomes Pereira
Escola:
Nilza de Oliveira Pipino
Município:
Sinop
Coordenador(a) PSE:
Renati Gebauer Negreiro


Temática:Complexo Temático – Levantamento Sócioantropológico


  • Compreender o por quê da (re) construção do currículo na proposição das Orientações Curriculares de MT.
  • Instrumento do levantamento sócioantropológico – tópico guia
  • Textos : Orientações curriculares (p.50 a 55)
  1. Os Ciclos deFormação Humana
  2. A investigação socioantropológica e o Complexo Temático.
  • Reflexões e resgate do porquê da mudança do currículo no estado de MT.




Observações, solicitações. Continuar o levantamento socioantropológico, construir o questionário.


Necessidades formativas observadas e encaminhamentos:
  • Comprender Currículo,
  • Interdisciplinariedade,
  • Planejamento coletivo.