terça-feira, 12 de abril de 2011

Ensino de Nove anos e Ciclo de Formação Humana. Encontro com profissionais em Lucas do Rio Verde.


Relato Encontro Formativo em Lucas do Rio Verde – Dia 09-04-2010
As professoras Angela Maria, Sara Cristina e Sueleide Pereira, estiveram reunidas com os profissionais de educação em Lucas do Rio Verde no último sábado, na ocasião os profissionais das escolas Angelo Nadin e Luiz Carlos Ceconello, socializaram suas dúvidas sobre a Organização Curricular por Ciclos de Formação Humana e o Ensino de Nove anos proposto pelo MEC, e numa proposta de trabalho coletivo com leitura e reflexões de textos e demais documentos que orientam tanto o Ensino de Nove anos Lei Federal quanto a Organização Curricular por Ciclos proposto pelo Estado de Mato Grosso, foram se esclarecendo as dúvidas dos participantes.
As observações feitas durante o encontro evidenciaram a disposição destes profissionais em trabalhar com uma organização curricular que privilegia a “Formação Humana” tendo em vista os inúmeros problemas sociais que perpassam as ambiências escolares, contudo esta nova organização escolar demanda estudos aprofundados e contínuos, tendo em vista que as ações nas escolas pedem novas formas de ensinar e aprender.
Este trabalho terá sequencia nos próximos dias 18,19,20 onde com respaldo das Orientações Curriculares os profissionais poderão construir significado mais aprofundados sobre a organização curricular para este Estado.
Parabéns a todos os profissionais que estiveram reunidos neste último sábado, sua disposição é clara evidência do compromisso de todos com a qualidade da educação neste Estado.






sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ensino de Nove anos e Ciclo de Formação Humana.

Quanta confusão kkkkkkkk !!!!!
Série/ciclo ou ano?
Até 2006: série ou ciclo?
2006,2007,2008,2009... Série, ciclo ou ano?
Os livros didáticos APÓS 2006??????ANO ANO ANO
TENDENCIA Ciclo ou Ano?

Reflexões acerca do Ensino Fundamental de 9 anos e a Organização Curricular Por Ciclos de Formação Humana.

Políticas Educacionais:
A Escola Organizada em Ciclos de Formação Humana no Estado de Mato Grosso e sua relação com o Ensino Fundamental de 9 anos implantado pelo Ministério da Educação .

No sentido de ampliar o tempo da escolarização das crianças, foi sancionada em 2006, a lei 11274 do Ensino Fundamental de 9 anos.
A ampliação do tempo escolar de 8 para 9 anos, consiste numa política de inclusão onde as crianças tem oportunidades de acesso já aos 6 anos de idade, objetivando a apropriação dos saberes e o convívio escolar, uma vez que os estudos e pesquisas revelam que crianças que ingressam na escola antes dos sete anos de idade, demonstram melhor qualidade social na aprendizagem. A referida lei altera a redação dos art. 29, 30, 32 e 87 da Lei 9394/96,que já sinaliza para um ensino de nove anos de duração, dispõe sobre a duração do ensino de 9 anos com matricula obrigatória a partir dos 6 anos de idade estabelecendo ainda, em seu artigo 5º que Estados e Municípios teriam um prazo até 2010 para se adequar à mudança como também ao novo modelo de pré-escolas, para atender crianças de 4 a 5 anos.
Para além do aspecto social e jurídico, do ponto de vista pedagógico, a referida lei aponta e orienta a necessidade de construção de uma nova forma de organização curricular, na perspectiva dos 9 anos de escolarização. Nesse sentido, propõe o repensar da práxis educativa. Para tanto, a edição dos fascículos, “Indagações sobre Currículo”/2007, e Ensino de 9 anos/2009 pelo departamento de políticas educacionais da secretaria de educação básica do Ministério da Educação em 2007, constitui excelente fonte de pesquisa para orientar e subsidiar a discussão na elaboração, implantação e implementação de uma proposta curricular que reorganize os tempos e espaços escolares, nas mais diversas formas de aprender e ensinar, organizar e avaliar, numa concepção de currículo que considere as singularidades do desenvolvimento humano. É necessário compreender que o ingresso de crianças de seis anos de idade no ensino fundamental não implica na antecipação e/ou ampliação das capacidades a desenvolver em seus respectivos eixos, mas fundamentalmente em propiciar o desenvolvimento integral do educando.
Neste cenário, a Política Educacional do Estado de Mato Grosso, implementada pela Secretaria Estadual de Educação, se destaca como movimento de vanguarda, desde a implantação do CBA (Ciclo Básico de Alfabetização) no ano de 1998, quando já discutia a implantação e implementação de uma política educacional para atender as especificidades da infância. A organização curricular em ciclos tem como finalidade primeira a aprendizagem e a formação indispensável ao exercício da cidadania e a convivência social, respeitados os tempos, espaços e ritmos de aprendizagem dos educandos, fundamentada numa concepção pedagógica de que todos são capazes de aprender, desde que considerados estes fatores.
O Estado de Mato Grosso ao adotar essa forma de organização curricular, segundo a resolução 262/02 no seu artigo 5º aponta que “a adoção do regime escolar por ciclos de formação pressupõe a duração do ensino fundamental ampliada para 9 anos, tendo em vista a ampliação do tempo de permanência na escolaridade obrigatória”
No caso do Ensino Fundamental em Mato Grosso, sua composição observa a organização de 3 ciclos, cada um com duração de 3 anos, organizados em fases correspondentes as temporalidades da formação humana: 1º ciclo: Infância (6 à 8 anos), 2º ciclo:Pré–adolescência (9 à 11 anos) e adolescência ( 12 à 15 anos). Neste sentido Lima(2008) traz as contribuições da neurociência argumentando que:
[…] o cérebro se desenvolve do diálogo entre a biologia da espécie e a cultura, temos que na escola o currículo como fator que interfere no desenvolvimento da pessoa[...] as atividades para conduzir às aprendizagens, precisam estar adequadas às estratégias de desenvolvimento próprias de cada idade. Em outras palavras, a realização do curriculo precisa mobilizar algumas funções centrais do desenvolvimento humano, como função simbólica, a percepção, a memória, a atenção e a imaginação.
Para consolidar esse processo, a Resolução 262/02 CEE/MT,que regulamenta e institui a Organização Curricular em Ciclos de Formação Humana estabelece que a adoção dessa forma de organização curricular considera a pluralidade de saberes e experiências cognitivas, reconhecimento da diversidade cultural como fatores enriquecedores do processo educativo, superadores de toda forma de discriminação, segregação e exclusão social.
Num entendimento que a ampliação do ensino fundamental de 8 para 9 anos aponta para uma nova forma de organização curricular e que a Secretaria Estadual de Educação do Estado de Mato Grosso desde 1998 vem implementando essa política é possível reconhecer que a ESCOLA ORGANIZADA EM CICLOS se constitui como Política Publica Estadual de Educação em atendimento a LDB 9394/96 consolidada pelas Orientações Curriculares da Educação Básica do Estado de Mato Grosso.
Tomando como base a legislação que transita nas diversas dimensões, principalmente a pedagógica ,é possível afirmar que embora sejam duas políticas públicas, o Ensino de 9 anos, instituído pelo MEC em 2006 e a Escola Organizada em Ciclos de Formação Humana são indissociáveis, onde o primeiro foi implantado para ampliar o tempo e a qualidade da educação e o segundo a implementação dessa política.
Podemos afirmar que embora seja anterior, a Escola Organizada em Ciclos se constitui como política de educação que assegura a qualidade social do ensino de 9 anos e que a maioria dos Estados e Municípios adotaram, pela necessidade de implantar e implementar uma política própria de educação, de reorganização curricular visto que perpassa pelo financiamento/investimento na educação,principalmente na formação continuada dos profissionais da educação.
Resumo da obra, a Lei do ensino de 9 anos foi criada para ampliar de 8 para 9 o tempo de escolarização das crianças e não considera as temporalidades e individualidades dos educandos enquanto que no ESTADO DE MATO GROSSO a Escola Organizada em Ciclos de Formação Humana, consiste numa organização curricular compreendida em 3 ciclos que respeita os tempos, espaços e ritmos de aprendizagem dos educandos. Portanto, no Estado de Mato Grosso.
Nesse sentido vemos a importância dos CEFAPROs para contribuições nas discussões e orientação dos profissionais da educação tendo a vista a qualidade da educação das crianças, pré-adolescentes e adolescentes, na construção de um projeto de transformação social.
Desta forma e baseada na Organização Curricular proposta por este Estado, verificamos a necessidade de re-definirmos as nomenclaturas de nossas turmas do ensino Fundamental para I, II, III Ciclos e ( primeira, segunda e terceira fase) nos respectivos registros escolares.

Revendo:
Ensino de 9 anos é diferente dos ciclos de formação humana?
O que muda? O que é ano e ciclo? Por que não são as mesmas coisas: Porque o ano não considera a temporalidade, o espaço, o fundamento é social: inclusão, formação integral, ampliação
Ciclos: pedagógico e social ao mesmo tempo.
São distintos, indissociáveis e complementares
Um é implantação o outro é implementação, práxis.
O ensino de 9 anos é política nacional do MEC Federal
O ciclo é política publica estadual.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Relato Projeto Sala de Educador em Lucas do Rio Verde- abril de 2011


Relato Sala de Educador – Lucas do Rio Verde – Mt.
Nos dias 05 e 06 de abril a professora formadora Sara Cristina, esteve com os profissionais das escolas estaduais Angelo Nadin e Luiz Carlos Ceconello em Lucas do Rio Verde, como previsto no Projeto Sala de Educador a professora do Cefapro Trabalhou o Tema: Concepções de Educação: Empirista, Racionalista e Interacionista. Durante a explanação os profissionais foram convidados a identificar quais destas concepções de educação mais se adequava a sua prática docente. A maioria dos profissionais analisando o atual contexto de educação identificou a concepção interacionista como mais adequada à sua realidade, sendo assim a professora Sara Cristina argumentou então, que é baseada nesta concepção que se alicerça a organização Curricular do Estado de Mato Grosso, destacou que os mesmos poderíam consultar as Orientações Curriculares para constatar isto, em ambas as escolas o trabalho foi muito bem recebido pelos profissionais, pois o mesmo servirá de base para aprofundamento teórico/prático  sobre a Organização Curricular por Ciclos de Formação Humana nos próximos estudos. Ficou evidente nas duas instituições a importância da formação continuada para o fortalecimento da prática docente. Na ocasião também a professora Sara conversou com as coordenadoras sobre o projeto sala de educador bem como sobre os últimos ajustes nestes,  para envio ao Cefapro, a professora Sara sugeriu também alguns textos para embasamento mais aprofundado das temáticas estudadas. Os Formadores do Cefapro Sara e Oldemar foram recebidos pela Secretária Municipal de Educação deste Município Professora Solimara Ligia Moura, na manhã do dia 06 de abril, na ocasião a secretária falou da importância do trabalho uníssono entre a rede Municipal e Estadual ambas filiadas à Secretaria de Educação do Estado. Os professores formadores apresentaram as ações pedágogicas que já realizam junto as escolas Estaduais uma vez por mês no Projeto Sala de Educador e se coloram à disposição desta secretaría no que diz respeito a formação continuada, a secretária Solimara solicitou uma cópia das Orientações Curriculares para o Estado de Mato Grosso aos formadores que se comprometeram a envia-la brevemente. Na ocasião também os formadores falaram sobre o Seminário previsto para acontecer nos dias 18,19 e 20 no município de Lucas do Rio Verde, que Terá como Objetivo a implementação das Orientações Curriculares deste Estado e neste sentido a secretária mostrou interesse que alguns profissionais ligados a àrea Pedagógica desta Secretaría participassem deste seminário.

Parabéns Aos Profissionais de Educação de Lucas do Rio Verde, pelo compromisso com a qualidade da educação.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Planejamento Coletivo no Cefapro para Seminários Regionais sobre as Orientações Curriculares para o Estado de Mato Grosso.

No dia 24 de março de 2011, os profissionais do Cefapro, Polo-Sinop, reuniram-se para planejamento Coletivo com objetivos de implementação das Orientações Curriculares nas escolas. Estes seminários estão previstos para os dias 18 a 20 de abril. Para o dia 19 está previsto o trabalho com a primeira parte do documento, que trata das concepções deste documento e para os dias seguintes estão propostos trabalhos com as áreas. Ficando para um próximo encontro o estudo das Orientações Curriculares para as Diversidades.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sala educador Cefapro/Sinop-Mt.

Sala de Educador – CEFAPRO/Sinop - 2º Encontro
Data: 21/03/2011 – 13 às 17 horas
Professoras Formadoras: Albina, Arlete, Rosalia e Teofanis

Tema: Pesquisa-ação

Objetivos
1.Refletir sobre a auto-avaliação realizada no primeiro encontro do projeto de pesquisa;
2.Compreender os pressupostos teórico-metodológicos da pesquisa-ação;
3.Iniciar a elaboração de uma proposta de pesquisa-ação;
4.Interagir no ambiente e-ProInfo
Atividades Propostas
1.Leitura compartilhada (Josemar)
2.Apresentação da análise das auto-avaliações dos participantes do primeiro encontro
3.Estudo dirigido dos capítulos 1 e 2 do livro: Metodologia da pesquisa-ação (Michel Thiollent, 2005) - (grupo até 4 participantes)

O QUE QUEREMOS?
a)Conhecer o que é pesquisa-ação
O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE PESQUISA-AÇÃO
a)Conceito
b)Ciência e bases teóricas que fundamentam a pesquisa-ação
c)Objetivos
d)Contexto em que se emprega a pesquisa-ação
e)Papel do pesquisador
f)Qual a relação entre a proposta de solução de problemas e o acompanhamento das ações
g)Analisando o projeto que pretendo propor:
1g) qual a ação que precisa de intervenção? E qual vai ser a intervenção?
2g) em qual contexto vai estar inserido?
3g) qual vai ser o meu papel enquanto pesquisador?
4g) qual o envolvimento: cooperativo ou participativo?

COMO FAREMOS PARA DEFINIR O CAMPO DA PESQUISA?
a)Posso desenvolver a pesquisa-ação?
b)Qual o tempo que tenho para essa pesquisa?
c)A minha pesquisa é de interesse da escola? Está relacionada ao Projeto de aprendizagem Cooperativa? Em que essa pesquisa vai auxiliar os profissionais no desenvolvimento dos Projetos de Aprendizagem?
d)Qual problema e qual ação interventiva vou propor?
e)Como vou apresentar minha pesquisa na escola ou grupo de professores?
f)Quais estratégias metodológicas vou adotar?
g)Se a pesquisa for em grupo: qual a tarefa de cada componente?
h)Quem são as pessoas ou grupos que estarão envolvidos? (descrever)
i)A partir desse diagnóstico posso estabelecer os objetivos da minha pesquisa?
COMO DEFINIRMOS OU DELINEARMOS O TEMA?
a)O que é tema da pesquisa?
b)Qual o primeiro passo para definir o tema?
c)Qual é a área da pesquisa?
d)Qual é o marco referencial teórico?
e)Em que esse tema se aproxima do PAC
QUAL A PROBLEMÁTICA DA PESQUISA?
a)O que é uma problemática?
b)No que a problemática se aproxima do marco referencial teórico?
c)Essa pesquisa é importante para que? Quais problemas identificado no desenvolvimento do PAC que sugere a importância dessa problemática?

h)Socialização dos estudos
i)Definição da pauta do próximo encontro
j)Postagem das questões respondidas na biblioteca (material do aluno como o título: minhas primeiras considerações sobre a elaboração do meu projeto de pesquisa).
6. Participe com um registro reflexivo no fórum de discussão do ambiente e-proinfo evidenciando:
a) as contribuições do estudo de hoje para sua formação enquanto pesquisador
b) sua compreensão sobre pesquisa-ação
c) as possibilidades de emprego do método de pesquisa-ação em suas pesquisas e intervenções na escola

quinta-feira, 17 de março de 2011

Relatório Fevereiro e Março -2011

Relatório atividades desenvolvidas no mês de fevereiro Cefapro- Sara Cristina.
31-01-2011- Reunião com gestoras- Professora Kika inicia a reunião dando boas vindas aos formadores. Foco do trabalho Orientações Curriculares Ensino Médio, Alfabetização e Letramento. Orientar as escolas na re-organização do PPP e PDE para publicação Online. Neste ano a principal tarefa para os formadores será de implementar as orientações curriculares nas unidades escolares, objetivando alcançar educação com qualidade social.
01-02-2011 - Reunião com gestoras- Professora Kátia dá as boas vindas aos professores lê uma mensagem falando da importância de refletirmos sobre o nosso olhar... Leitura do texto da professora Rosa Neide sobre educação básica de qualidade. No período vespertino reunião com as universidades “CECOE”, que na ocasião ficaram agendadas para 2ª e 4ª semanas de cada mês.
02-02-2011 – matutino – Reunião com gestoras – Professora Kátia inicia a reunião lendo um texto sobre Progressão Continuada e Aprovação Automática. Texto a ser re-avaliado embora publicado na página da SEDUC. Professoras, Sara e Sueleide se propõe a escrever sobre esta temática a luz das Legislações para o Estado de Mato Grosso. Alguns apontamentos são feitos no sentido de orientar o trabalho dos formadores neste inicio de ano letivo como: - Rever as concepções que embasam o trabalho com as novas Orientações Curriculares, planejar ações por área, rever momentos formativos. Buscar nos dados das escolas informações para possíveis inferências (IDEB, e demais exames propostos). Gestores inserir a tecnologia nas formações sobre Currículo. Trabalhar na perspectiva de “Sala de Educador”. Encaminhamentos para escola deverão ser tratados com o Diretor o coordenador e o articulador. Comunicar-se com a assessoria responsável pelo município e pela escola.
03-02-2011 – Preparação para atuar junto aos coordenadores – Elaboração de apresentação sobre A avaliação como práxis emancipa tória na Educação Básica – Fonte Texto preliminar – 1ª parte O.Cs. Vespertino - Preparação para apresentação da proposta de trabalho para a semana pedagógica de acordo com material sugerido pela SEDUC. Apresentação do material sobre avaliação preparado pela formadora Sara Cristina. Conversa com a coordenadora Isaclís da Escola Renee Menezes. (sou acompanhante).
04-02-2011 - Avaliação do encontro com as Coordenadoras e inicio da elaboração para o trabalho com a Secretaria Municipal de Itanhangá, para o 1º Fórum de educação deste Município, trabalho a ser desenvolvido pelas formadoras Sara Cristina, Arlete e Cássia sobre a construção do primeiro Plano Municipal de Educação. Tema a ser discutido pela formadora Sara Cristina “Reflexões sobre o Ensino Fundamental de Nove Anos e Capacidades de Linguagens na perspectiva de Alfabetização e Letramento”. 1º Contato via email com as escolas Angelo Nadim e Luiz Carlos Ceconello sem sucesso as coordenadoras não responderam.
07-02-2011 e 08-02-2011 – Elaboração do texto sobre Progressão Continuada pelas professoras formadoras Sara Cristina e Sueleide Pereira, enviado a SEDUC. Termino do material a ser trabalhado em Itanhangá. Vespertino do dia 08-02-2011 viagem até o município, fim da tarde conversa Com a Secretária municipal Suzana Bêss, para realinhamento da apresentação para o dia 09 de fevereiro.
09-02-2011 – Atuação como palestrante no 1º Fórum municipal de Educação de Itanhangá. Sob o tema “Reflexões sobre o Ensino Fundamental de Nove anos e Capacidades de Linguagens na perspectiva de Alfabetização e Letramento”. Após a fala das autoridades incluída as boas vindas pelo prefeito alguns vereadores e secretários municipais destacaram a importância da construção do Plano Municipal de educação a professora Arlete do Cefapro, palestrou sobre “Educação do Campo”, dentre os presentes estava o secretario de agricultura que falou da importância dos Projetos articulados a Educação do Campo, em seguida a professora Arlete pode esclarecer as dúvidas dos presentes. Logo após breve intervalo a professora Sara Cristina pode falar sobre Educação Básica e os desafios de se trabalhar na perspectiva das capacidades para alfabetização e letramento nos três primeiros anos escolares. Após sanar as dúvidas dos presentes a professora Cássia também professora formadora do CEFAPRO contextualizou a Educação Especial, na ocasião foram feitas várias inferências tendo em vista as constantes inovações neste campo educacional. Segundo a secretária Suzana ainda ficarão alguns temas para ser apresentados aos profissionais da educação em um outro momento. Em seguida a própria secretaria sua equipe dividiram os comitês para a construção da proposta do PME deste município. A pedido dos profissionais deste município todos os documentos que embasaram as palestras bem como o próprio material trabalhado pelas formadoras foram ali deixados para futura consulta.
10-02-2011-1º encontro do Projeto de Pesquisa interinstitucional Formação Docente em contexto Interativo: processos cooperativos potenciados pelas tecnologias digitais e Telemáticas. Pauta elaborada pela coordenadora do Projeto Professora Albina P. de Pinho, com a finalidade de realinhar as ações dos pesquisadores neste último semestre do projeto de pesquisa junto às quatro escolas cooperadas. Neste dia também foi publicado na página da SEDUC o artigo das professoras Sara Cristina e Sueleide Pereira sobre a Progressão Continuada e os Ciclos de Formação Humana em Mato Grosso. Artigo este também divulgado no Blog do Cefapro-Sinop - MT.
11-02-2011 – Reunião com as gestoras Kátia e Kika para apresentação do cronograma semanal de ações dos professores formadores. Orientação para que ao acompanhar o projeto sala do educador haja um breve relatório descrevendo as ações dos formadores junto a cada instituição de educação. A coordenadora lembrou também aos formadores que no próximo dia 15 deverão ser socializadas as ações de acompanhamento dos profissionais do Centro nas respectivas escolas. Os formadores foram lembrados também do planejamento por área para o ano de 2011 a fim de que seja avaliado pelo conselho do Cefapro e também pelas gestoras. A professora Kátia relembrou veementemente qual nosso papel nas escolas a fim de que de fato cooperemos com a aprendizagem destes estudantes.
14-02-2011- Reunião sob orientação da professora Teofanis para estudo de legislações e pareceres que regulamentam a aposentadoria dos profissionais do CEFAPRO. Nesta ocasião foi organizada uma comissão que estudará mais detalhadamente esta temática com fins de elaborar um documento assegurando aposentadoria especial aos professores formadores. Neste dia também a professora Sara Cristina no período vespertino entrou em contato novamente, agora por telefone com as escolas do município de Lucas do Rio Verde, EE. Ângelo Nadim e EE. Luiz Carlos Ceconello, ambas comunicaram a professora Sara Cristina que neste inicio de ano houve mudanças na escola e outros professores assumiram os cargos de
coordenadores e diretores. Sendo que na escola Angelo Nadim a diretora atual é a professora Nadir Jardim e um dos coordenadores o professor “Hique” (Henrique) tendo mais uma coordenadora, e na escola Luiz Carlos Ceconello a diretora atual é a professora Vanda tendo como coordenadoras as professoras Sônia e Maria das Graças. Neste dia também complementei este relatório.
15-02-2011 – Novo contato com os coordenadores de Lucas do Rio Verde com confirmação de recebimento de email. Solicitação da Escola Estadual Ceconello, para o trabalho com “Oficinas Pedagógicas” durante o ano letivo de 2011. Orientação ao município de Cláudia Programa Proinfantil à professora Iris sobre questões da avaliação de recuperação 2. Re-planejamento de ações para o ano letivo de 2011 da área de Linguagens e Códigos.
16-02-2011 - Reunião com as Universidades. CECOE. 16/02/2011.
- Apresentação da “carta de intenção”. Aos profissionais das instituições.
17-02-2011 –
- Reunião para re-eleição do Conselho e Prestação de Contas. Conselho – fiscal biênio 2009/2010 – Oldemar, Cristiane e Sueleide. Professora Kátia lê o Decreto 1.395 – 16 de junho de 2008, que trata da composição do CDC.
18- 02 -2011 –
- Estudo Coletivo sobre a 1ª parte das OCs, sob orientação do professor Josemar Lorenzetti e coordenadora Kika. Destaque dos pontos principais por todos os formadores do Cefapro.
21-02-2011
- Reunião administrativa.
Coordenadora do Cefapro Kika fala que a SEDUC tem constituída uma comissão para rever questões legais para “aposentadoria”. O Cefapro também instituiu uma concepção com fins de resolver estas questões. Ficando para o dia 22-02-2011 às 16h30min uma reunião. A coordenadora Kika passará orientações sobre a sala de formador/educador via email. Próxima reunião na sala de formador será apresentada questões sobre o registro, sob orientação das professoras Teofanis e Cássia.
21-02-2011- Sala de Educador – Vespertino.
O Professor Formador como Pesquisador.
Professoras Formadoras – Albina, Arlete, Rosalia e Teofanis. Objetivos Refletir a atuação junto ao desenvolvimento do Projeto de Aprendizagem nas escolas. Perceber-se como pesquisador no processo de formação continuada. Ressignificar conceitos referentes ao Projeto de Aprendizagem vivenciado nas escolas.
22-02-2011- Estudo sobre “Interdisciplinaridade experiências em Sinop-Mt.”
23-02-2011- Apresentação do estudo sobre Aposentadoria Especial. Destaque para a importância de oficializar os estudos junto ao Conselho Deliberativo do Cefapro. Contato com a escola Luiz Carlos Ceconello orientações via email.
23-02-2011- Vespertino.
Encontro com as universidades – CECOE – Redação do texto e do termo de cooperação. Socialização com os pesquisadores.
24-02-2011- Reunião “Projeto da Diversidade” reorganização do texto com respaldo das OCs. Formação em Direitos Humanos, Gênero, Diversidade Sexual e Educação Étnico-racial.
25-02-2011- Matutino – Reformulação do Texto Concepções Metodológicas – Enviada a SEDUC e publicada neste mesmo dia. Sara e Josemar.
Vespertino – Estudo sobre os Projetos de Aprendizagem, pesquisadores e Professora Albina. Realinhamento das ações por escolas. Professora Sara relatora. Considerações sobre os Projetos de Aprendizagem Na Escola Renee Menezes – Assuntos tratados: - Projetos de aprendizagem, Pesquisa-ação, Aprendizagem Cooperativa, Tecnologias digitais e telemáticas.
28-02-2011-
Estudo e planejamento para apresentação das OCs nas Instituições escolares – Elaboração de material. Orientação às escolas Luiz Carlos Ceconello e Angelo Nadin de Lucas do Rio Verde via email, comunicando a possibilidade de orientação presencial para o próximo dia 16 de março de 2011. Avaliação da gestão do CEFAPRO com as professoras Mirta e Dolores da SEDUC. Reunião do SECOE para apresentação dos representantes das Universidades para compor a equipe gestora do Grupo de pesquisa.
01-03-2011- Relato Escola Renee Menezes.
Acompanhamento à escola Renee Menezes pelos pesquisadores do Grupo de Pesquisa Formação Docente em Contexto Interativo (Albina, Rosalia, Edneusa, José Paulo e Sara Cristina) reuniram-se com as gestoras Eva, Isaclís e Angela para realinhamento do projeto na escola para o ano de 2011. As gestoras relataram que este ano a formação continuada acontecerá aos sábados para privilegiar os professores que na maioria são interinos. Neste sentido a professora Albina reforça a importância do trabalho com os alunos este ano. Quanto à pesquisa desenvolvida no ano anterior pelos profissionais da escola, segundo a professora Isaclís dois grupos conseguiram desenvolver bem a pesquisa sendo que um grupo encontrou mais dificuldades em trabalhar. Neste sentido então os pesquisadores se propuseram a trabalhar junto à escola este ano durante o planejamento e desenvolvimento das pesquisas com os alunos a professora Albina coordenadora do projeto relembra como nascem os projetos que estes partem das certezas provisórias e dúvidas temporárias dos estudantes, na ocasião a professora Albina fala também da importância de que as gestoras registrem todos os pontos importantes relacionados às pesquisas com fins de socializar esta experiência em forma de comunicação oral ou artigos. A professora Sara fala também da importância de que esta metodologia esteja alicerçada nos documentos oficiais da escola para legitimá-la. Lembrando sempre o importante papel das gestoras neste processo. Segundo as gestoras da escola os 2º e
4º sábados de cada mês serão reservados ao projeto sala do educador, então a professora Sara pergunta as gestoras se neste dia seria possível reservar tempo para que os profissionais relatem suas experiências com os projetos de aprendizagem bem como replanejem as ações, segundo as gestoras isto será possível e importante para aliar teoria à prática. Desta forma o primeiro encontro para planejamento cooperativo entre pesquisadores e gestores ficou programado para o dia 22 de março de 2011 as 19 horas e o primeiro encontro com os profissionais da escola ficou agendado para o dia 26 de março. Tanto os pesquisadores quanto as gestoras da escola Renee Menezes estão bem motivados para o trabalho com os Projetos de Aprendizagem na escola neste ano letivo.
Ainda no período matutino os profissionais do Cefapro estiveram reunidos com as professoras Mirta e Dolores para esclarecimentos sobre a atuação do Cefapro nas escolas este ano.
No período vespertino fora feito o registro das atividades do dia bem como planejamento de atividades para o trabalho com as OCs nas escolas.
02 - 03 -2011- Resenha dos textos "Ensinar: criar zonas de desenvolvimento proximal e nelas intervir" de  Javier Onrubia  o Construtivismo em sala de aula- editora ática 6ª edição/2003.
03- 03 - 2011 - Planejamento de pauta para o encontro com coordenadores e articuladores do Polo. Elaboração de material com o professor Ernandes sobre as Orientações Curriculares.
04- 03- 2011 - Encontro com coordenadores e articuladores do Polo no Cefapro pauta desenvolvida pela coordenadora do centro e cooperação de alguns formadores. O ponto central deste trabalho foi a elaboração dos registros no projeto sala do educador ( caderno individual, caderno volante, ata de formação) dentre outros possibilidades de registros como webfólio, blogs etc. Todos os presentes concordaram que o registro é fundamental na Formação Continuada. Neste dia também foram levantados temas para os próximos encontros. No período vespertino a professora formadora Sara Cristina conversou com a coordenadora Nilséia da escola Domingos Fraga com fins de verificar como o CEFAPRO poderá contribuir com a escola na Formação destes profissionais para o ano de 2011. A coordenadora relatou que neste ano terão dois momentos reservados para formação as 3ª feiras no noturno e as 5ª feiras no vespertino tendo em vista que a escola atende tanto o ensino fundamental quanto Médio. A primeira solicitação de formação feita pela escola foi o Planejamento à partir das OCs, por área tanto para o E.Fundamental quanto Médio.

10- 03-2011- Planejamento por área - Quadro das Orientações Curriculares.

11-03 -2011- Planejamento para ações no Projeto de Aprendizagem organizado pelas formadoras Teofanis, Arlete e Rosália. Neste dia foi organizado o projeto para atuação na escola Renee Menezes pela equipe que acompanha esta escola no Projeto.
14-03-2011  - Planejamento para Atuação em Lucas do Rio Verde. Continuação do trabalho com o professor Ernandes sobre as Orientações Curriculares.
17-03-2011- Registro no Blog e  continuação do trabalho com as OCs.

Acompanhamento Sala de Educador Lucas do Rio Verde - Mt.

Nos dias 15 e 16 de março os professores formadores do CEFAPRO/SINOP.Sara Cristina Gomes Pereira e Oldemar estiveram em Lucas do Rio Verde. Na ocasião os professores puderam conversar com os gestores das escolas estaduais do município, conversaram também brevemente com a assessora  professora Ester com a finalidade de socializar o papel destes formadores no município, dentre as ações previstas para estes formadores esta a de cooperar com a formação continuada dos profissionais da educação. Na escola Angelo Nadin, a professora Sara Cristina pode conversar com as gestoras ( diretora Nadir e coordenadora Edilamar), as professoras explanaram sobre a organização do projeto sala do educador nesta escola este ano, disseram que o horário escolhido pelos profissionais para este ano foram, as terças feiras no periodo vespertino e as quartas feiras no período noturno, segundo as gestoras o projeto sala do educador  contará também com a cooperação da professora Márcia além do trabalho dos coordenadores, disseram também que a escola é constituída dos 3 ciclos completos bem como também possui o Ensino Médio, com alunos tanto da área urbana quanto rural. Em seu quadro de profissionais a escola conta também com 1 articuladora e estão em atividade pedagógica desde o dia 08 de fevereiro de 2011, as gestoras também disseram que estão reorganizando os registros da escola como PPP PDE Regimento escolar para reconhecimento da instituição tendo em vista ser este o 5º ano desta escola no município, ficou acordado também que para o próximo encontro no sala de educador na terça-feira do dia 05 de abril os estudos estejam direcionados a"Avaliação na escola Organizada por Ciclos de Formação Humana" mais especificamente sobre a construção do relatório por área de conhecimento.
Já no dia 16 de março o  trabalho pedagógica em sala do educador foi junto a escola Luiz Carlos Ceconello com as gestoras (diretora Vanda e coordenadoras Sonia Maria e Maria das Graças) que também disseram que neste ano só haverá um encontro de formação na terça feira período noturno, para contemplar todos os profissionais desta escola, foram exclarecidas as dúvidas sobre o projeto sala do educador para este ano bem como as modificações para a escola organizada por ciclo. As gestoras disseram que para o proximo encontro no sala do educador seria importante trabalhar o "Planejamento por área no Ciclo de acordo com as OCs". Ficou então combinado que o Cefapro enviará o material com antecedência para que as escolas se preparem para esta formação que será conduzida pela professora Sara Cristina. Ainda no dia 16 os professores formadores estiveram na secretaria municipal de educação com fins de estabelecer contato com a mesma no que diz respeito a formação continuada porém esta ação ficou agendada para a próxima visita ao município tendo em vista que a secretária não estava no momento.  Certamente este será um ano de muito trabalho para todos então que Deus nos abeçôe.

PARABÉNS AOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE LUCAS DO RIO VERDE PELO COMPROMISSO COM A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Orientações curriculares inspiram artigo, publicado no site da SEDUC.

Os professores formadores do Cefapro/Sinop, Sara Cristina e Josemar Lorenzetti, tiveram seu texto publicado pela SEDUC, no dia 25 de fevereiro de 2011. O texto trata de concepções metodológicas para apoio ao trabalho com as Orientações Curriculares nas escolas. Estas reflexões certamente clarificarão as possibilidades de trabalho pedagógico via Projetos.

Parabéns aos professores pela iniciativa.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Concepções Metodológicas um estudo à partir das Orientações Curriculares para o Estado de Mato Grosso.

Possibilidades Metodológicas para o Trabalho Docente nas Instituições Escolares algumas reflexões.


Prof. mest. Sara Cristina Gomes Pereira – Cefapro/Sinop
Prof. mest. Josemar Pedro Lorenzetti – Cefapro/Sinop


Percebendo a complexidade que a educação deste século evidencia e também as constantes buscas dos profissionais que atuam em educação no sentido de tornar a aprendizagem atraente contextualizada e significativa, o presente artigo busca evidenciar possibilidades metodológicas pelo viés do trabalho com projetos na escola. Entendendo que o processo educativo atual aponta  para o trabalho pedagógico via especificidades, como Educação do Campo, Indígena, Quilombola, Jovens e Adultos, dentre outras e que este olhar possibilita o respeito à diversidade da complexa educação urbana, majoritária na atual configuração socioeducativa e considerando as inúmeras problemáticas que perpassam a educação no Brasil, tanto nas escolas urbanas quanto nas demais especificidades, incentivam-nos a buscar novas concepções metodológicas com a finalidade de reconfigurar este panorama.
Observando também os inúmeros processos de desenvolvimento da educação no Brasil, podemos verificar que a função social da escola associada à aprendizagem significativa deve tornar-se tema relevante para a construção de um currículo significativo em cada instituição escolar. Entretanto, grande parte das instituições escolares de ensino básico deste país ainda busca uma orientação curricular que aborde as problemáticas pertinentes ao contexto social que vivenciam, objetivando assim um trabalho pedagógico a partir das especificidades do local sem o qual perdem a oportunidade de conformar uma educação de qualidade.


1. A metodologia de projetos

Para avançarmos na proposição de alternativas de formação, bem como nas metodologias pelo viés dos projetos interdisciplinares, é necessário viabilizar a pesquisa durante todo o percurso educacional. Entendemos que quanto mais cedo o estudante entender o processo de pesquisa, bem como a importância do mesmo ser protagonista da ação educativa, mais completa e significativa será o processo de aprendizagem.
Esta proposição está ancorada na consideração de que o Estado de Mato Grosso tem pautado sua organização curricular para o ensino fundamental nos Ciclos de Formação Humana. Tal modalidade prevista na LDB 9394/96, está centrada na concepção de que o educando desenvolve-se a partir de estágios, aos quais chamamos Ciclos, conforme definido por Fernandes (2003), proposição que privilegia o desenvolvimento do aluno como um todo (em todas as suas dimensões), em decorrência da convivência com seus pares, num processo de interação, viabilizando a construção de sua identidade. Assumimos com este posicionamento a concepção epistemológica segundo a qual o inatismo pode ser superado, na certeza de que o conhecimento  não nos acompanha desde o nascimento (e por isso pode ser construído e aperfeiçoado com o tempo), já que nossa capacidade de aprender pode ser maximizada através de processos e técnicas específicas (que precisam ficar claras aos profissionais da educação).
A organização Curricular por Ciclos de Formação Humana também prevê adequação às realidades dos educandos tanto em ritmos quanto em tempo de aprendizagem. Para isso é necessário que repensemos nosso planejamento, atuação e avaliação escolar. O currículo pode ser flexível e adaptável à realidade de cada especificidade, sendo de grande valia para a melhoria da educação. Esta possibilidade está ancorada na legislação, a exemplo do que  está estabelecido no artigo 26 da vigente Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei nº 9394/96), favorecendo assim a aprendizagem significativa que segundo Ausubel (1982) “só será significativa à medida que o novo conhecimento for incorporado às estruturas de conhecimento do aluno e adquire significado a partir da relação com seu conhecimento prévio”.
Neste sentido a cultura de projetos na escola viabilizará uma nova perspectiva de ensino aprendizagem, onde o aluno passa de fato a ser protagonista da ação educativa e foco central deste processo. Na perspectiva do aluno pesquisador, a meta é instituir uma consciência da intencionalidade nas atividades pedagógicas, das quais ele é o promotor.
Dentre as muitas facetas sobre a cultura de projetos na pedagogia destacam-se: Os Projetos de Ensino, Projetos de Trabalho, Projetos da Aprendizagem, Tema Gerador, Complexo Temático dentre outros. Entendendo que com os avanços tecnológicos e as mudanças sociais constantes, bem como as especificidades de cada instituição escolar, pedem novas formas de ensinar e aprender, de forma que todos os envolvidos neste processo sejam considerados partícipes atuantes, principalmente o educando, fica evidente então a necessidade de promover diferentes metodologias nas instituições educacionais.
Neste contexto sugerimos então a Metodologia de Projetos, que segundo Hernandez (1998) “não deve ser vista como uma opção puramente metodológica, mas como uma maneira de repensar a função da escola” (p.49). Desta forma a Metodologia por projetos permite a flexibilidade de estratégias ao profissional e maior liberdade ao educando viabilizando uma aprendizagem que de fato corresponda suas reais expectativas.


2. Contextualizando as metodologias Inter/Transdisciplinares

A metodologia por projetos tem como fundamento a compreensão da aprendizagem como ato dinâmico, compartilhado e processual, capaz de romper com a educação centralizadora e mecanicista da educação tradicional. Tal visão reflete o pensamento de Freire (2002) e Vygotsky (1989), que consideram a aprendizagem como condição não individual, mas construída socialmente, defendendo também que a construção da aprendizagem se dá na interação entre os envolvidos neste processo.
 Neste sentido o trabalho por projetos na escola envolve então colaboração, cooperação, reciprocidade, coordenação, divisão de tarefas, solidariedade, enfim respeito às diferenças, levando o pesquisador a condição de autoria de sua aprendizagem. Em conformidade com este pensamento apresentaremos algumas possibilidades de trabalho pedagógico com projetos na escola.

2.1 – Complexo Tematico
Complexo Temático (Materialismo Histórico) que tem como referências – Pistrak e Paulo Freire. Para Pistrak (1981) a “escola é um lugar que não se limita a estudos de conteúdos e vincula-se ao mundo social e ao trabalho” Influenciados por Marx e Engels (do séc. XIX), tais pensadores fazem reflexões sobre a construção do homem através da articulação entre ensino, trabalho, e demais práticas sociais destacam a completude do homem através da arte do educar e do falar, buscam demonstrar que na prática educativa como prática social há dimensões a serem alcançadas pelos aprendizes para além dos muros da escola.
Entendendo que o Eixo que norteia as práticas pedagógicas está estreitamente correlacionado à realidade social do aprendiz bem como a construção de um trabalho coletivo, desenvolvido pelos profissionais da escola. Quanto às implicações Pedagógicas evidenciam como importantes os seguintes aspectos: A correlação entre os saberes do senso comum e dos conhecimentos científicos segundo Souza Santos (1989), bem como a importância de aliar razão e emoção no ato de ensino aprendizagem segundo Paulo Freire (1987), neste sentido há outros fatores relevantes para o processo de ensino aprendizagem através de projetos segundo os autores: a) pautar a prática pedagógica nas experiências de vida e na realidade concreta dos envolvidos; b) a importância de viabilizar um currículo intensivo, dialógico e dinâmico para viabilizar a correlação da construção do saber em sua plenitude, aliando teoria e prática docente (não necessariamente nesta ordem). Permitindo assim que as ações na escola aconteçam não em ações isoladas e estáticas mais em ações de movimento levando em conta o movimento de construção do saber.
Nesta perspectiva o contexto social dos envolvidos no processo ensino aprendizagem é bastante relevante, ou seja, as bases para a construção do conhecimento estão alicerçadas em fenômenos sociais de dimensões múltiplas (econômicas, culturais, pedagógicas, técnicas e científicas).


            2.2 – Projetos de Trabalho

A segunda sugestão Metodológica para as instituições escolares são os Projetos de Trabalho, cujos pensadores são Fernando Hernandez e Monserrat Ventura (1998) que pensam a ação educativa com foco na interdependência entre escola e trabalho, ou seja, o princípio educativo pressupõe a globalização (no sentido de múltiplas dimensões do indivíduo) como forma de relacionar diferentes saberes. Perspectiva que se desloca da prática escolar para a dimensão além da escola, objetivando a superação na estratégia educacional como mera acumulação de saberes em torno de um tema ou problema, buscando viabilizar princípios globalizantes. Neste sentido o estudante percebe-se como sujeito de direito que compreende seu papel na sociedade em tais projetos a educação equilibra-se em ações políticas e sociais que buscam interpretar e intervir nas ações humanas, proporcionando aos atuantes da ação educativa integrar-se a sociedade.
Hernández (1998) chama Projeto de trabalho o enfoque integrador da construção de conhecimento que transgride o formato da educação tradicional de transmissão de saberes compartimentados e selecionados pelo/a professor/a, e reforça que o projeto não é uma metodologia, mas uma forma de refletir sobre a escola e sua função. Como tal, sempre será diferente em cada contexto.
Há um conceito de educação que permeia esta modalidade de ensino que entende a função da aprendizagem como desenvolvimento da compreensão que se constrói a partir de uma produção ativa de significados e do entendimento daquilo que pesquisam. O objetivo é identificar diferentes fatos, buscando explicações, formulando hipóteses enfim, confrontando dados para poder realizar "uma variedade de ações de compreensão que mostrem uma interpretação do tema, e, ao mesmo tempo, um avanço sobre o mesmo".
Nesta escola o conhecimento da vivência do estudante emerge da realidade do aluno a fim de diagnosticar como a aprendizagem se dá em cada etapa da vida humana. Com tal finalidade busca-se compreender quais as problemáticas mais representativas para o grupo, ou seja, para o coletivo desta comunidade. Cujo principio e o da cooperação entre estes segmentos com o fim de transformação social. Desta Forma para esta modalidade de trabalho pedagógico o conhecimento globalizado e a aprendizagem significativa são essenciais, pois desta maneira cria-se estratégias de organização do conhecimento escolar em relação ao tratamento da informação e estabelece a relação entre os diferentes conteúdos em torno de problemas e hipóteses, viabilizando a transformação da informação em saberes disciplinares (Hernández, 2000, p. 184).


2.3 – Tema Gerador

A terceira sugestão metodológica nos remete ao Tema Gerador. Tendo como principal pensador no Brasil o Professor Paulo Freire, nascido em Recife-PE em 1921, sendo uma de suas principais obras a Pedagogia do Oprimido. O Professor Paulo Freire por seu contexto histórico social e pessoal de vida, vê na educação uma possibilidade de transformação humana. Neste sentido, o currículo deve pautar-se nas intenções de educação como inclusão social, vendo no diálogo a possibilidade de reflexo da intenção pedagógica de saberes.
O currículo será visto como processo não como produto, ou seja, se flexionará e se movimentará segundo a intencionalidade do dialogo permanente entre saberes de dentro e de fora da escola. Nesta perspectiva a realidade dos envolvidos no processo educativo, ou seja, nas situações vividas convertem-se em temas-problemas, que gerarão o processo educativo. Desta forma, reorganiza-se o tempo e o espaço escolar, redimensionam-se as praticam socioculturais e pedagógicas, contemplando dimensões coletivas, superando ações individualizadas.
Na concepção metodológica do currículo como construção social, o professor buscará a identificação de quais são as pessoas para os quais o currículo se destina, em que contexto vivem, e quais são suas perspectivas de vida e trabalho. Num contexto mundial, levando em conta os movimentos sociais, surgem outros pensadores que corroboram com a concepção curricular voltada para questões sociais, como Michael Apple, Henri Giroux, William Pinar, dentre outros.
Nesta concepção metodológica com significado social alguns fatores são destacados para viabilizar o trabalho pedagógico, como: Vivenciar situações reais; proposta pedagógica inter/transdisciplinar e dialógica; pesquisa sócio-antropológica (busca do conhecimento da comunidade para selecionar os temas com o fim de tornar o conhecimento contextualizado e significativo); investigação a campo através da coleta de dados com diversos instrumentos como entrevistas com roteiro previamente elaborado e registros de falas para transcrição. Destas pesquisas surgirá então o “Tema Gerador”, que mais se adéqua a realidade social daquela comunidade escolar, ou seja, a escolha do “tema” evidenciará a realidade vivida pela maioria da comunidade, como falas analíticas, descritivas e propositivas, sendo que nesta pesquisa será importante priorizar as falas analíticas dos entrevistados.
Outro ponto importante na delimitação do Tema Gerador será o de perceber a visão de totalidade e superação de limites por parte dos entrevistados. Neste sentido, cria-se uma conexão entre tema-contra-tema-meta-de-intervenção, levando a uma Rede temática–categoria–subcategoria, que conduzirá a uma redução-temática deste processo. As situações problemas convergirão para a pesquisa pedagógica na instituição. Nesta perspectiva de trabalho, todos os envolvidos terão voz: pais e alunos tendo o professor como mediador/articulador do conhecimento.
A avaliação nesta concepção metodológica dependerá da neutralidade do pesquisador no sentido de evidenciar se aconteceram mudanças significativas e positivas na instituição e quais os seus reflexos sociais na comunidade, tendo em vista que para Freire, educar é muito mais do que depositar conteúdos previamente elaborados pela escola é, sobretudo permitir que a partir da realidade do educando construa-se significado para o ato de ensinar e aprender, envolvendo assim muito mais que os aspectos cognitivos mais também os aspectos sociais e políticos da vida do aprendiz.


2.4 – Projetos Integrados

A quarta possibilidade metodológica, são os Projetos Integrados. Esta concepção, cujo respaldo teórico baseia- se nos estudos de Kilpatrick e Santomé (1998), ganha força no fim do século XX, com o lema da “Escola de Vida e não Escola para a Vida”, apoiando-se nos interesses do aluno, serão eles que proporão os temas a serem pesquisados, embora nem sempre tais temas estejam relacionados a projetos prazerosos. O plano de trabalho nesta concepção metodológica, parte do princípio que:
1º o interesse será – motivação
2º o propósito será– produto
Neste sentido a aquisição do conhecimento e das aprendizagens se situa no plano de trabalho intencionalizado, voltado para o envolvimento individual e social, ganhando consistência nas vivências e na construção da autonomia, tornando o aluno responsável por seu desenvolvimento educativo. O interesse dos alunos serão motivados pelo seu contexto social, buscando sustentação na aquisição do conhecimento cientifico sistematizado, para tal será importante verificar como se dá a aprendizagem, permitindo que várias áreas ou várias ciências se unam no desenvolvimento das pesquisas, ao mesmo tempo em que verificam como a aprendizagem intervirá para melhoria da vida dos indivíduos.
Neste sentido há de se estabelecer metas educacionais, de seleção de conteúdos, e de estratégias de ensino, bem como de formação coletiva de profissionais. Também será necessário estabelecer diretrizes gerais e específicas para o desenvolvimento dos trabalhos. Cada turma terá o seu cronograma de atividades previamente elaborado, contendo o diagnóstico da realidade e o perfil da comunidade escolar.



3. Projetos de Aprendizagem

Embora tenhamos feito uma breve contextualização de alguns Projetos de Ensino neste texto, nos reportaremos mais especificamente a uma quinta possibilidade metodológica que são os Projetos de Aprendizagem. Esta concepção metodológica, por apresentar especificidades diferentes das concepções anteriormente elencadas, será diferenciada a partir das experiências realizadas no Rio Grande do Sul e em outros estados brasileiros. Contudo, neste texto focaremos as experiências realizadas no estado de Mato Grosso a partir de 2006, e atualmente em processo de pesquisa-ação em quatro escolas estaduais do município de Sinop. Nesse processo há o acompanhamento do Grupo de Pesquisadores do CEFAPRO/SEDUC (Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica), em parceria com a UNEMAT (Universidade Estadual de Mato Grosso), tendo como coordenadora a Professora Albina Pereira Pinho e Silva, intitulado “Formação Continuada em contexto interativo: Processos Cooperativos de Aprendizagem Potenciados Pelas Tecnologias Digitais e Telemáticas” (projeto este financiado pela FAPEMAT).
Este projeto de pesquisa tem como objetivo a compreensão desta concepção metodológica por parte dos profissionais da educação básica deste estado, bem como sua aplicabilidade pedagógica. Tendo em vista que atualmente as instituições escolares possuem acesso às tecnologias que favorecem aos profissionais a atualização de suas práticas pedagógicas. E considerando também que o Estado de Mato Grosso possui uma política pública de formação continuada em serviço, que viabilizam as pesquisas na própria escola, permitindo à flexibilidade metodológica harmonizar-se com cada realidade escolar, segundo suas especificidades.
Neste sentido o que seriam então os Projetos de Aprendizagens? Segundo Fagundes (1998) ao iniciar um projeto de aprendizagem utilizamos como estratégia levantar, preliminarmente, as certezas provisórias e as dúvidas temporárias. Pesquisando, indagando e investigando neste processo, muitas dúvidas tornam-se certezas, que se transformam em dúvidas, ou ainda geram outras dúvidas e certezas que por sua vez, também são temporárias e provisórias.
Vemos então que o currículo escolar que privilegia a pesquisa contínua por parte dos envolvidos neste processo, lança luz às novas perspectivas para a educação, propiciando cooperação e inteiração entre alunos/alunos, alunos/professores e demais envolvidos da comunidade escolar. Assim a aprendizagem passa a ter real significado para o educando tendo em vista que as pesquisas desenvolvidas são assuntos pertinentes a cada comunidade escolar, ou seja, são os alunos que definirão junto aos professores quais são os temas de maior relevância para pesquisar e que favorecerão a esta comunidade.
Segundo Fagundes (1999):
Quando o aprendiz é desafiado a questionar, quando ele se perturba e necessita pensar para expressar suas dúvidas, quando lhe é permitido formular questões que tenham significação para ele, emergindo de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais, passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem consegue formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua vida (p. 16).

Sendo assim surge a seguinte questão: quantos desafios há em cada instituição escolar? Permitir que os aprendizes levantem estas dúvidas correlacionem as mesmas a sua história de vida e a sua realidade, evidencie os seus valores será um caminho para que a aprendizagem de fato seja significativa.
Outro fator importante a considerar é que o trabalho por Projetos de Aprendizagem demanda conhecimentos sobre conceitos como interdisciplinaridade e planejamento coletivo, tendo em vista que romperemos com os conteúdos fragmentados e buscaremos ações interdisciplinares conforme Batista apud Japiassú (1993) “perceber-se interdisciplinar é o primeiro movimento em direção a um fazer interdisciplinar [...].
Aqui cabe uma reflexão sobre como alcançar a interdisciplinaridade. Pensamos que o primeiro passo passará necessariamente pela formação de professores, seja a inicial ou a continuada. Sem isso o movimento para sua implementação não se consolidará. Neste sentido, cabe-nos enunciar de qual interdisciplinaridade falamos: daquela que nos propicie construir o conhecimento junto com o educando, levando em consideração as suas concepções prévias, para tal será necessário diagnósticos,   que possibilitem a construção de significados para os novos conhecimentos.
Para tanto a aprendizagem se constituirá não só pelo desenvolvimento das estruturas cognitivas, mas também pela interação entre os indivíduos que fazem parte desse processo. Sendo assim o conhecimento passa a ser admitido como uma construção sócio-histórica, que considera o indivíduo envolvido. Percebemos então que tais mudanças envolvem a constituição do aluno pesquisador bem como do profissional pesquisador em sua totalidade, não apenas em ações relacionadas ao ensino e a aprendizagem sistematizada de conteúdos científicos, mas também a assuntos do seu dia a dia, enriquecendo sua vida como um todo para proporcionar aos indivíduos a oportunidade de encontrar mecanismos de aprimoramento em sua pratica pedagógica.
Outros teóricos também reforçam a necessidade de que a pratica pedagógica seja interdisciplinar para que de fato haja integração entre o objeto a ser pesquisado e seu significado para a vida do pesquisador. Segundo Fazenda (1991) “a interdisciplinaridade pauta-se numa ação em movimento uma prática que exige humildade, coerência, respeito e desapego, nos remetendo a noção da práxis e também ao trabalho coletivo, ou seja, não existe pratica interdisciplinar isolada”.
Esta visão sobre interdisciplinaridade aponta para a importância do trabalho coletivo, bem como identifica a aprendizagem não como algo descontextualizado ou isolado. Neste sentido surgem as seguintes questões: Como efetivar o processo de engajamento do educador num trabalho coletivo e interdisciplinar, quando sua formação se deu de forma fragmentada e disciplinar? Como criar condições para que o educador compreenda como ocorre a aprendizagem do educando, mesmo que ele ainda não tenha completa clareza de como ocorre sua própria aprendizagem? Como viabilizar condições para que haja de fato condições para a inter-relação entre as disciplinas? Vemos então que as respostas a estas perguntas indicam que além da construção do conhecimento pelos aprendizes, paralelamente acontece o processo de construção do conhecimento pelo próprio profissional que com ele atua.
Justifica-se então a importância da formação continuada, tendo em vista que a mesma viabilizará a inteiração entre teoria e prática. Entendendo que o tempo de aprimoramento da prática no âmbito educacional revelará as peculiaridades de cada instituição, contribuindo significativamente para a identidade da mesma. Os profissionais em educação precisam deste tempo de formação coletiva para reflexão epistemológica com o fim de inovar em suas práticas docentes evidenciando tais saberes.
Neste sentido, vale ressaltar a importância da formação continuada para os profissionais em educação na atualidade, conforme Imbernón (2001):
A formação terá como base uma reflexão dos sujeitos sobre sua prática docente, de modo a permitir que examinem suas teorias implícitas, seus esquemas de funcionamento, suas atitudes etc; realizando um processo constante de auto-avaliação que oriente seu trabalho. A orientação para esse processo de reflexão exige uma proposta crítica da intervenção educativa uma análise da prática do ponto de vista dos pressupostos ideológicos e comportamentais subjacentes. (p.48-49).

Em conformidade com esta reflexão, a implementação do trabalho com Projetos de Aprendizagem nas Escolas, através do Projeto “Formação Continuada”, prevê formação contínua tanto para os Pesquisadores do CEFAPRO/UNEMAT, que por sua vez trabalham nas escolas, quanto a formação dos profissionais das escolas envolvidas, culminando então na orientação das pesquisas com os alunos em sala de aula. Vemos então que, por meio desta sistemática, cria-se uma teia, envolvendo participantes e co-participantes nas várias esferas do processo de ensino aprendizagem.


4. CONCLUSÃO

Entendendo assim que a formação continuada dos profissionais da educação nestas várias esferas será determinante para a sustentação das pesquisas bem como para alcançar êxito com a Metodologia de Projetos. Tanto as metodologias dos projetos de Ensino quanto de Aprendizagem trabalham com a possibilidade de que o aluno utilize a pesquisa no processo de ensino-aprendizagem. Entretanto, conforme evidenciamos no texto, a metodologia de Projetos de Aprendizagem dá maior ênfase a esta prática, uma vez que centra no aluno a possibilidade da pesquisa, porque parte das dúvidas e necessidades deste.
Desta forma, ao utilizarmos a metodologia de Projetos de Aprendizagem, é importante ressaltar que o principal objetivo será o de permitir que os estudantes desde a mais tenra idade seja pesquisador. Aos profissionais da educação neste processo caberá promover a liberdade de expressão, aliar conhecimento empírico a conhecimento científico, valorizar o estudante em sua plenitude como pessoa e como pesquisador. Tais ações favorecerão a autonomia bem como fortalecerão o papel da educação como um dos pilares para o desenvolvimento humano.
Entretanto, ainda devemos frisar a importância da formação continuada para que os profissionais da educação tenham clareza quanto às diferentes metodologias de trabalho, a partir do conhecimento das implicações epistemológica que se enlaçam com as diferentes formas de trabalhar. Conforme relatamos anteriormente, sob o princípio da pesquisa está a concepção de que o conhecimento não está pronto e acabado, mas o trabalho sob este paradigma remete à aceitação de que a verdade não está encerada nos livros didáticos, pois sendo um processo, pode ser atualizada mediante a prática da pesquisa em sala de aula.
Quanto à viabilidade da interdisciplinaridade nos projetos se dará também com os estudos contínuos dos envolvidos, visto que (re) significar a prática fragmentada a favor da pratica interdisciplinar demanda estudos contínuos dos profissionais, entender quais são as capacidades previstas para cada ano escolar previstas no currículo oficial e contemplá-las durante o desenvolvimento dos projetos de aprendizagem dos estudantes também constitui um grande desafio. Neste sentido entendemos que como estabelece o artigo 26 da LDB nº 9394/96:
Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, bem como uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela .

Sendo assim, em nenhum momento os Projetos de Aprendizagem pretendem ignorar o currículo oficial em sua base comum, porém no que diz respeito à parte diversificada estará a serviço do desenvolvimento dos temas importantes para cada instituição. Os valores sociais e culturais de cada comunidade escolar estarão presente no desenvolvimento das pesquisas, ou seja, dos Projetos de Aprendizagem. Neste sentido cabe ressaltar que as mudanças metodológicas aqui apresentadas deverão estar articuladas com o Projeto Político Pedagógico de cada instituição, com fins de legitimar tal metodologia.
Vemos então nesta proposta que a escola não se limita a ser mera reprodutora ou transmissora de conhecimento, passa a ter outro papel de valorização do contexto sócio-cultural da mesma, possibilitando a construção de conhecimento e proporcionando que de fato a aprendizagem na escola seja contextualizada e significativa para os estudantes.
Vimos então no desenrolar deste texto que há inúmeras possibilidades de trabalho pedagógico, alguns com foco no ensino, outros com foco na aprendizagem. Vemos então que com o contexto social múltiplo e diversificado de cada instituição com suas peculiaridades, mudanças curriculares e mudanças metodológicas são importantíssimas para (re)significar o papel dos profissionais da educação. Caso contrário, contribuiremos para o caos que se instala em muitas escolas, com altos índices de apatia e violência. Repensar nossa formação e assumir nosso direito de atualização em serviço, garantirá não só o sucesso de nossas ações profissionais, como também a aprendizagem contextualizada, significativa e prazerosa objetivada pelas instituições educacionais.



5. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

AUSUBEL, D.P. A aprendizagem significativa. São Paulo. Moraes, 1982.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Rio de janeiro: Editora Paz e Terra, 2002, 165p.
FAGUNDES, L. ett all.(Org.) Projeto, O que é? Como se faz? HTTP/WWW. Acessado em 18/08/2010.
FREITAS, L. C. “Ciclos, Seriação e avaliação – Confronto de Lógicas. São Paulo: Moderna 2003.
FAZENDA, Ivani C.A. (org.) Práticas interdisciplinares na escola. São Paulo: Cortez, 1991.
MATO GROSSO. “Escola Ciclada de Mato Grosso” – Novos Tempos e Espaços para ensinar – Aprender a Sentir Ser e Fazer. Cuiabá. Secretaria de Estado de Educação, 2001.
HERNANDEZ, Fernando. A Organização do Curriculo por Projetos de Trabalho. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: artes médicas, 1998.
HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed,1998.
HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2000.
IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2001.
VYGOTSKY, Lev.S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1989.




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Progressão Continuada na escola Organizada Por Ciclos De Formação Humana em Mato Grosso.


O QUE É PROGRESSÃO CONTINUADA NA ESCOLA ORGANIZADA EM CICLOS DE FORMAÇÃO HUMANA? 
        
                                                                       Sara Cristna Gomes Pereira[1]
                                                                       Sueleide Alves da Silva Pereira[2]

            A princípio,esse questionamento nos remete a refletir sobre de que progressão continuada trataremos, entendendo que as definições de Promoção Automática e Progressão Continuada, constituem conceitos  que  traduzem  a diversidade de concepções de ciclos implantadas/implementadas em vários Estados do Brasil.
            Segundo a Organização Curricular do Estado de Mato Grosso a concepção de Progressão Continuada vai além da condição de mera correção de fluxo de evasão e/ou reprovação com fins de normatização administrativa. Conforme orientativo, publicado pela Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (2010), “No ciclo não há progressão parcial ou retenção/reprovação, porém o avanço não é automático. Continuamente o professor deve registrar as situações de dificuldades na construção do conhecimento, planejar e realizar as intervenções de acordo com as necessidades diagnosticadas, as quais são efetuadas durante o processo de aprendizagem, jamais ao final do ano letivo ou do ciclo que o aluno está cursando”. E em consonância com as Orientações Curriculares para o Estado de Mato Grosso, a progressão na Escola Organizada em Ciclos de Formação Humana, ocorre da seguinte forma: Progressão Simples (PS), Progressão Continuada com Plano de Apoio Pedagógico (PPAP) e Programa com Apoio Especializado (PASE).
            Observando que as formas de progressão acima citadas não devem ser confundidas com meros códigos, siglas ou conceitos, uma vez que evidenciam condições de aprendizagem dos estudantes, considerando que nessa forma de organização curricular, a progressão continuada dentre outras finalidades tem como principio o respeito às fases de desenvolvimento humano. Nesse sentido, essa concepção de avaliação pauta-se  no entendimento de que todos são capazes de aprender desde que respeitados os seus tempos, ritmos e espaços.
            Confirmando os pressupostos acima citados, Bertagna (2003) diz:
    (...) “A denominação progressão continuada foi adotada, como enfatizam diversos textos oficiais, porque extrapola a compreensão da aprovação automática no sentido apenas de implementação de uma norma administrativa, mas contempla o aspecto pedagógico, a crença de que toda criança é capaz de aprender. Então, sempre ocorrerá progresso de aprendizagem mesmo que em níveis diferentes. Atrelada a essa concepção está o respeito ao ritmo de aprendizagem dos alunos. Cada qual tem o direito de se desenvolver no seu ritmo natural e a escola, portanto, deve garantir a aprendizagem do aluno. Ainda segundo Bertagna (2003) a diferenciação entre progressão continuada e promoção automática, enfatizada nos textos oficiais, é assim apresentada: na progressão continuada [...] a criança avança em seu percurso escolar em razão de ter se apropriado, pela ação da escola, de novas formas de pensar, sentir e agir; e na promoção automática, a criança [...] permanece na unidade escolar, independentemente de progressos terem sido alcançados” (São Paulo (Estado, 1988 d, p. 2-3) (Idem, p.81).




            A Progressão Continuada tratada neste texto também está em consonância com  a LDB 9394/96 que em seu artigo 2º prima por uma educação integral tendo como finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.
             Nesse entendimento e seguindo esta lógica a Progressão Continuada nesta  Organização Curricular traz em seu bojo toda uma concepção de sociedade, educação, conhecimento e aprendizagem, numa perspectiva sócio-interacionista proposta por Vygotsky, tendo em vista que a aprendizagem se constrói na relação interação dos sujeitos mediados pela Linguagem, onde o professor se apresenta como mediador articulador e ou promotor da aprendizagem do aluno em seus  aspectos cognitivos, sociais e afetivos.


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Bertagna, R. H. (2003) Progressão continuada: limites e possibilidades. Tese de Doutorado.Faculdade de Educação da UNICAMP.

Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (SEDUC) Orientações Curriculares para a Educação Básica – 1ª Parte. 2008/2009.

Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (SEDUC) – Orientativo sobre o processo de organização escolar em Ciclos de Formação Humana – novembro/2010.



[1] Professora Formadora da Área de Linguagens no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da  Educação do Estado de Mato Grosso (CEFAPRO – SINOP).

2Professora Formadora da Área de Alfabetização no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação do Estado de Mato Grosso (CEFAPRO- SINOP)